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  Quarta, 24 Fevereiro 2021

Deputado insistiu, hoje, na Assembleia da República e junto do Ministro do Planeamento, na necessidade dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência serem disponibilizados à Região “com a maior celeridade possível e, nalguns casos, de imediato”, lembrando que a Madeira tem enfrentado os custos desta crise apenas e só com recursos próprios

“É fundamental que os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência cheguem rapidamente à Região e que alguns sejam mesmo adiantados no imediato” afirmou, nesta quarta-feira, o deputado Paulo Neves, na audição ao Ministro do Planeamento que teve lugar na Assembleia da República. Uma oportunidade para o deputado eleito pelo PSD/M reiterar a importância destas ajudas e lembrar que, até à data, todos e quaisquer custos decorrentes desta crise, na Região, foram integralmente assumidos pelo Governo Regional.

“Tanto as nossas famílias quanto as nossas empresas precisam de ajuda imediata para fazer face à crise provocada pela pandemia e a verdade é que não basta que os fundos existam, eles têm de chegar rapidamente para garantir que cumprem o seu fim” reforçou, na ocasião, o Social-democrata, vincando não fazer qualquer sentido que a Madeira continue a assumir, sozinha, responsabilidades que deviam ser partilhadas e que se esperam ver acauteladas à luz deste novo Plano de Recuperação e Resiliência.

A este propósito e dirigindo-se ao Ministro do Planeamento, Paulo Neves apelou a que as empresas da Madeira não sejam excluídas dos programas nacionais, mesmo que concorram a fundos regionais, atendendo à situação de excecionalidade vivida e relativamente à qual todas as ajudas são e serão essenciais para garantir a retoma da normalidade.

Acresce referir que, nesta audição, Paulo Neves levantou, ainda, a questão da ampliação do Porto do Funchal, “uma obra que, sendo fundamental para a Madeira, é, também, para Portugal no seu todo, tendo em conta que somos um País atlântico que deve saber apostar nas suas infraestruturas portuárias”, tendo apelado, neste contexto, ao Governo da República, que as verbas desta ampliação sejam acrescidas ao plano original “ainda para mais quando só para o Metropolitano de Lisboa estão previstos 1000 milhões de euros”.

“Seria uma injustiça abandonar a Madeira nesta questão da ampliação do Porto do Funchal”, rematou.