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  Terça, 2 Fevereiro 2021

Deputado reiterou a sua preocupação junto do Governo da República e, em particular, do Ministro dos Negócios Estrangeiros, quanto à necessária e urgente revisão da estratégia de apoio, por parte da Comissão Europeia, para as RUP. “A estratégia em vigor, que data de 2017, encontra-se desatualizada, sobretudo atendendo à crise pandémica que veio agravar necessidades que carecem de outra resposta”, defende

“A estratégia de apoio que a Comissão Europeia tem definida para as Regiões Ultraperiféricas, que data de 2017, carece de uma revisão profunda que atenda à mudança radical entretanto verificada em consequência da pandemia COVID-19” defende o deputado Sérgio Marques, que reiterou, junto do Governo da República e, em particular, do Ministro dos Negócios Estrangeiros, esta necessidade, no sentido de que “seja feita uma atualização e sejam preparadas, em consequência, respostas e medidas capazes de melhor corresponder às dificuldades que a crise pandémica suscitou, particularmente nas Regiões Ultraperiféricas, como é o caso da Madeira”.

Um pedido expresso de modo a que o Ministro dos Negócios Estrangeiros “sensibilize a Comissão Europeia para a realidade tremendamente diferente em que hoje vivemos e seja firme na defesa desta revisão, através da qual não só teremos maior capacidade de adequar as medidas e respostas como, também, de aproveitar e rentabilizar, de forma mais eficaz e em beneficio direto das Regiões afetadas, os recursos avultados de que a Europa irá dispor nos próximos anos”.

Encarando esta revisão como sendo “do interesse da Madeira”, o deputado eleito pelo PSD/M à Assembleia da República lembra que a pandemia veio agravar as dificuldades de economias já fragilizadas e altamente dependentes de atividades como o turismo, “especialmente fustigadas por esta crise” e sublinha que a Europa deve ajustar a sua estratégia de apoio à luz das circunstâncias atuais, que acarretam enormes desafios e que não podem ser olhadas da mesma forma que eram em 2017.

“Temos de ter outra capacidade para responder a um tecido empresarial que está a sofrer gravemente as consequências desta pandemia e temos de estar melhor preparados para ajudar e apoiar as empresas do setor turístico, da animação turística e cultural, da restauração, do alojamento e muitas outras que enfrentam, hoje, uma realidade bastante difícil e que estão a lutar pela sua sobrevivência”, reforça o deputado, vincando que os fundos europeus serão decisivos para esse fim e que o seu ajustamento impõe-se vital, nesta fase.