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Notícias
  Quinta, 10 Dezembro 2020

Vereadores do PSD eleitos à CMF entregaram, hoje, ao Executivo Municipal, a súmula das principais medidas apresentadas, este ano, para apoio direto às famílias e empresas afetadas pela pandemia, nomeadamente pela via da isenção, “famílias e empresas às quais a autarquia, mesmo tendo verba para tal, negou ajudas fundamentais”. Atendendo a que o Executivo optou por contrair mais um empréstimo de 5 milhões de euros, “a alegada falta de dinheiro já deixa de ser justificação para que estes apoios não venham a ser aprovados”, sublinham

“Ao longo deste ano pandémico e cientes das graves necessidades que tanto as famílias quanto as empresas nesta cidade enfrentavam – e infelizmente continuam a enfrentar – nós, PSD, trouxemos inúmeras propostas tendentes a garantir e a reforçar apoios que foram recorrentemente chumbadas, por este Executivo, particularmente no respeitante a isenções, alegadamente por falta de dinheiro, quando se sabe que havia Orçamento e capacidade financeira para corresponder a tais ajudas e o que faltou foi apenas vontade política”, afirmou, hoje, a vereadora Paula Menezes, no final de mais uma reunião de vereação, em que deixou claro que, agora e em função do empréstimo de 5 milhões de euros contratado pelo Município, “não existe justificação para que estas e outras propostas não venham a ser aprovadas”.

Paula Menezes que é taxativa ao afirmar que “se o Executivo Municipal ignorou graves necessidades ao longo destes 10 meses e se nunca nada fez, mesmo tendo dinheiro para tal, o mínimo que se espera agora é que, tendo assumido mais um empréstimo e passando a ser um dos municípios com maior dívida do País, ao menos essas verbas revertam a favor das famílias e empresas que foram, ao longo deste ano, relegadas para segundo ou terceiro plano”.

Vereadora do PSD que, neste cenário, sublinha “já não haver desculpa nem justificação plausível, a não ser meramente política, para o chumbo de ideias e iniciativas que visam apenas e tão só salvaguardar os interesses das famílias e das empresas Funchalenses”, interesses esses que têm sido descurados pelo Município “à luz de uma argumentação que já não convence e que agora cai por terra, havendo este reforço de verbas”.

“Tal como desde a primeira defendemos, este Executivo tem de aprender a colocar, em primeiro lugar, o interesse dos Funchalenses e, não, o seu interesse político e partidário”, reforça a Social-democrata, lamentando a falta de resposta dos últimos meses e alertando para a urgência da aprovação e da atribuição destes apoios, até porque “todas as ajudas têm os seus tempos próprios e de nada vale aprovarmos medidas que chegam tarde, correndo-se aqui o sério risco das mesmas entrarem em vigor quando as empresas já fecharam e quando as famílias já perderam os seus empregos ou mesmo a sua habitação”.

A este propósito, a vereadora Social-democrata lembrou as várias propostas de isenção apresentadas pelo PSD – tanto relativamente às rendas dos Mercados Municipais, dos espaços concessionados pelo Município ou mesmo da SocioHabita – e reiterou a posição do PSD contra as moratórias e prorrogações, “que nada resolvem e apenas adiam o problema”.

“Estamos em crer que tanto as isenções quanto todas as outras medidas que a vereação do PSD apresentou a este Executivo – e que já podiam estar em vigor – não podem deixar de ser agora aprovadas, em benefício da cidade e dos Munícipes e é em nome dessa convicção que hoje entregamos esta proposta”, concluiu.