• jan_21_banner.jpg
Notícias
  Segunda, 7 Dezembro 2020

Atendendo a que o Plano Estratégico da TAP deverá ser entregue, pelo Governo da República, à Comissão Europeia, até ao dia 10 de dezembro, o parlamento nacional irá aprovar, já na próxima quarta-feira, um pedido de audição ao Ministro das Infraestruturas para que o documento venha a ser publicamente explicado. A garantia é que os deputados eleitos pelo PSD/M não aceitarão quaisquer prejuízos que possam resultar, desta reestruturação, para a Madeira

“Temos insistido e continuaremos a insistir, junto do Ministro das Infraestruturas, para que a Região não venha a ser prejudicada neste processo de reestruturação e aquilo que esperamos é que este Plano Estratégico da TAP se assuma como uma oportunidade de evolução e, não, como um entrave à acessibilidade aérea de e para este território insular, tanto do ponto de vista da mobilidade interna quanto ao nível da procura turística”, afirmou, nesta segunda-feira, o deputado Paulo Neves, numa ocasião em que deixou claro que, independentemente das opções e soluções a adotar pela empresa, a Madeira e os Madeirenses não podem sair lesados.

É preciso perceber, vincou Paulo Neves, “se este Plano Estratégico considera ou não aquilo que julgamos fundamental para que tanto a Região quanto a companhia fiquem a ganhar”.

Desde logo, explica, tal implica saber se a continuidade territorial dentro de Portugal está ou não salvaguardada – com voos frequentes e tarifas razoáveis, ao contrário das abusivas que têm vindo a ser praticadas e a prejudicar tanto os residentes e estudantes quanto os turistas – se o mesmo dá a devida atenção ao Porto Santo, garantindo-lhe mais ligações não só ao continente como ao exterior e se, neste Plano, a TAP considera ou não estabelecer novas rotas entre a Região e os seus principais mercados emissores.

A este propósito, sublinhou, “é essencial que a TAP perceba a importância que pode vir a assumir na necessária recuperação e potenciação do nosso Turismo, olhando para o nosso destino como uma oportunidade de negócio e estabelecendo, nesta lógica, ligações, atualmente inexistentes, aos mercados inglês, alemão, francês, italiano e espanhol, entre outros”.

Paralelamente, frisou o Social-democrata, “nós, PSD/M, temos vindo a chamar a atenção da TAP para as nossas Comunidades, em especial daquelas que dependem desta companhia nas suas ligações a Portugal – nomeadamente a Venezuela e a África do Sul – e não só defendemos a prometida reposição de voos para estes Países como a sua escala na Região, atendendo a que a maioria dos passageiros que voam nestas rotas têm precisamente como destino final a Madeira”.

Paulo Neves que afirmando saber que as rotas de e para a Madeira “são muito lucrativas”, espera que esta seja uma das condições para que a operação se reforce e amplie e, não, o contrário, atendendo aos anúncios já tornados públicos de que a TAP diminuiria frequências, rotas, aeronaves e, inclusive, pessoal ao serviço.

“Não queremos nem aceitaremos ser prejudicados por decisões que passam pelo Governo da República e somos a favor, bem pelo contrário, de que este Plano Estratégico venha a privilegiar a Região”, rematou, sendo esta, de resto, a posição a reiterar junto do Ministro das Infraestruturas.