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  Quinta, 19 Novembro 2020

Proposta do PSD que visava reforçar o apoio às empresas do setor da restauração e similares, fortemente penalizadas pela pandemia, foi hoje chumbada pelo Executivo Municipal do Funchal. Chumbo esse criticado pela vereação Social-democrata, que acusa o Executivo de ser insensível, de fingir uma preocupação que não assume junto de quem mais precisa e de considerar que tudo e todos podem esperar até 2021

“É inaceitável que o Executivo socialista que governa a Câmara Municipal do Funchal – e que, permanentemente, tem um discurso de solidarização com as empresas – tendo a possibilidade e a oportunidade de criar novos apoios prefira reprová-los, ignorando dificuldades fortemente agravadas pela pandemia que, sem ajuda, abrem espaço ao fecho dos negócios e colocam em causa o emprego na cidade”, afirmou, hoje, o vereador Paulo Silva Lobo, no final da reunião camarária onde o PSD viu chumbada mais uma proposta apresentada para benefício das empresas do setor da restauração e similares, no concelho.

Uma proposta que, conforme explicou o vereador Social-democrata, visava a criação de uma Linha de Apoio, a ser disponibilizada de imediato, no valor de 100 mil euros – tendente a garantir a adaptação destas empresas à nova realidade que exige investimento para cumprir as regras e para reforçar a segurança, a confiança e a procura, por parte da população, a estes espaços – mas, também, o apoio logístico a novos licenciamentos e a prorrogação excecional do pagamento das taxas municipais para esplanadas, até ao final de 2021.

“Não faz sentido que o Presidente do Executivo se afirme ao lado das famílias e empresas e justifique a contratação de um empréstimo para fazer face ao COVID-19 que só ficará disponível no próximo ano quando, nestes 9 meses e ainda hoje, se mostra totalmente indiferente às dificuldades que a nossa população atravessa”, criticou Paulo Silva Lobo, acrescentando que “as famílias e as empresas do Funchal não podem esperar mais por respostas e que quanto mais tarde esse apoio chegar, mais difícil fica manter as portas abertas e garantir os postos de trabalho”.

Acresce referir que a proposta de recomendação igualmente apresentada hoje, pela vereação do PSD, visando salvaguardar os salários e os direitos dos trabalhadores da empresa Municipal Frente MarFunchal também ficou adiada, na sua discussão, para a próxima reunião de Câmara.