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Notícias
  Quarta, 18 Novembro 2020

Social-democratas reuniram, esta tarde, na Câmara Municipal do Funchal, numa primeira abordagem ao Orçamento de 2021, que encaram com alguma reserva perante a falta de compromisso, de concretização e de investimento que foram patentes este ano. “A pandemia não pode ser desculpa para nada fazer, bem pelo contrário e foi essa responsabilidade que faltou a este Executivo, precisamente quando os funchalenses mais precisavam”, afirmam

“Um Executivo que, mesmo tendo verba para tal – uma vez que está em vigor o Orçamento de 2019, no valor total de 118 milhões de euros – que apresenta a mais baixa taxa de execução e investimento da última década e que foi incapaz de acorrer às graves e urgentes necessidades dos seus Munícipes, nesta altura de pandemia, não nos merece grande confiança e faz-nos encarar o orçamento do próximo ano, com reserva”, afirmam os representantes do PSD que, hoje, reuniram na Câmara Municipal do Funchal, num encontro que serviu para apresentar preocupações e para deixar claro que o PSD não pactuará com planos nem estratégias que não revertam, claramente, a favor dos funchalenses. Falta de investimento que, conforme notam, coincide com o aumento da cobrança fiscal da CMF sobre as famílias e as empresas do concelho.

“O orçamento de 2020, para o qual todos nós contribuímos, não chegou nem correspondeu a nada do que estava inicialmente previsto e a pandemia, que a todos afetou, não pode ser desculpa para ter descurado necessidades, devia ter sido, sim, mais uma razão para cumprir e para apoiar as populações que vivem neste concelho”, afirmam os Social-democratas, garantindo que o que falta a este Executivo Municipal “não é dinheiro mas, sim, liderança, visão e capacidade de cumprir com a palavra dada”.

PSD que lembra, a este propósito, as várias propostas que foram apresentadas e aprovadas, em sede de Assembleia Municipal, quer para o apoio às famílias quer à economia local – nomeadamente o Fundo de Apoio ao Comércio Local, a isenção de taxas às Instituições Particulares de Solidariedade Social e a redução do IMI aos proprietários cujo rendimento tivesse sido afetado em pelo menos 30%, entre outras - que ainda hoje continuam por cumprir, mesmo que democraticamente validadas e que, caso já estivessem implementadas, poderiam já ter beneficiado milhares de pessoas na cidade.

“É inaceitável que este Executivo continue a lamentar-se da falta de dinheiro quando o que existe nesta Câmara é desperdício e má gestão”, reforçam, reiterando as críticas ao facto da autarquia avançar, apenas agora, com a contratação de um empréstimo de 5 milhões de euros, supostamente para acudir às necessidades da COVID-19 – empréstimo esse que só estará disponível em 2021 – quando, desde março e ao longo dos últimos 9 meses, limitou-se não só a nada fazer como a chumbar e a ignorar todas e quaisquer propostas que tivessem, precisamente, por objetivo, apoiar as famílias e as empresas do Funchal”.

Social-democratas que, aguardando pelo Orçamento que deverá ser facultado pelo Executivo, garantem que a validação do mesmo estará dependente da mudança de estratégia que se impõe por parte da autarquia. “Não iremos ser coniventes com Orçamentos que sirvam, apenas, propósitos pessoais e políticos e que, mais uma vez, deixem de lado as respostas que os Funchalenses mais precisam neste momento e pelas quais desesperam há meses”, concluem.