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Notícias
  Segunda, 16 Novembro 2020

O Grupo Parlamentar do PSD apresentou um voto de solidariedade para com as vítimas do ataque a civis perpetrado pelo Estado Islâmico em Moçambique, lamentando os acontecimentos que, desde 2017, assolam aquele país, e exortando a comunidade internacional, mormente Portugal e a CPCL a reagir ativamente perante estes atentados aos direitos humanos.

"Há alguns dias, um grupo ligado ao Estado Islâmico decapitou mais de 50 pessoas na zona de Cabo Delgado, em Moçambique. Foi, segundo a BBC, o pior ataque levado a cabo por um grupo desta natureza, de que há memória, naquele país.

Por diversas aldeias, várias pessoas foram mortas, incluindo crianças, mulheres violadas, casas incendiadas e um campo de futebol, na província de Cabo Delgado, foi transformado em campo de extermínio, para onde foram transportados todos os que tentaram fugir para serem, posteriormente, decapitados.

Este foi, para já, o último de um conjunto de ataques que têm sido perpetrados em Moçambique, nos últimos três anos, e que já matou mais de duas mil pessoas e fez com que quatrocentas e trinta mil fugissem das suas casas.
O conflito atinge uma das regiões mais ricas de Moçambique, devido aos projetos de gás natural, caracterizada por ser religiosamente diversificada.

Contudo, o extremismo e a estratégia de terror levada a cabo pelo Estado Islâmico fazem com que, neste momento, segundo a Amnistia Internacional, mais de 700 mil pessoas precisem de ajuda humanitária.

Apesar de ser difícil apurar dados, por haver muitas famílias em fuga pelas matas moçambicanas, as autoridades locais estimam que, nos últimos meses, mais de duzentas pessoas foram assassinadas e mais de um milhar de habitações foi destruída.
No global, desde 2017, terão morrido, às mãos dos jihadistas, duas mil pessoas e fugido, para províncias vizinhas, quatrocentas mil.

Em Moçambique, a ONU está no terreno, mas não a ajuda não é suficiente.

Apesar dos pedidos do Governo moçambicano, a comunidade internacional ainda não deu uma resposta concisa. De si exige-se e, neste caso em particular, também de Portugal e da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pelos laços histórico-culturais que unem estes países, uma reação face a este atentado terrorista e a todo este massacre que acontece desde 2017.

Importa que Portugal, mais do que expressar a sua solidariedade para com Moçambique e para com os Moçambicanos, repudie todo e qualquer ato terrorista e participe ativamente na construção da estabilidade social daquele país.

Não é admissível nem compreensível que, perante a necessidade premente de repor a ordem e a segurança do norte de Moçambique, através de iniciativas diplomáticas coordenadas e que coloquem os direitos humanos em primeiro lugar, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ou a própria Comunidade Internacional, onde se inclui, naturalmente a União Europeia, ignorem o que se passa numa nação que partilha a sua visão de desenvolvimento e democracia.

A apatia a que se assiste neste momento é aterradora no diz respeito à concertação político-diplomática que deveria sobressair, bem como, à cooperação entre países com uma partilha e uma relação de amizade histórica."