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Notícias
  Quarta, 11 Novembro 2020

Eurodeputada destaca o reforço do financiamento para a saúde, inovação, investigação e juventude e espera que a validação dos Estados-Membros seja tão célere quanto possível, de modo a que o processo não sofra mais atrasos

O Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo sobre o montante final para o próximo Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, num montante total de 1,09 biliões de euros. Entendimento esse que a eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar enaltece, afirmando que "este acordo, finalmente fechado, cumpre com a posição assumida pelo Parlamento Europeu em não aceitar cortes nas políticas cruciais para o crescimento da União e de resposta à grave crise económica que afeta, diretamente, tanto os cidadãos e as famílias quanto as empresas”. Um acordo que, segundo reforça, “vem desbloquear os fundos no valor de 750 milhões para os planos de recuperação dos Estados-Membros".

Realçando o facto das áreas da saúde, inovação, investigação e o apoio aos programas de mobilidade para os jovens terem um reforço de verbas de 16 mil milhões de euros face ao proposto pelos Estados-Membros, Cláudia Monteiro de Aguiar sublinha, também, que “este processo tem ainda pela frente a validação por parte dos 27 Estados-Membros da União.”

“Espera-se que não existam ainda mais atrasos num momento em que os europeus estão ansiosos e expectantes pela solidariedade europeia e estou em crer que a celeridade das decisões dos vários parlamentos nacionais fará com que os montantes cheguem o mais rapidamente possível às pessoas, às empresas e às regiões da União", disse.

Recorde-se que, no Conselho de julho passado, os Estados-Membros tinham acordado um envelope de 1.074 biliões, mas o Parlamento Europeu lutou por um aumento desse montante, dado entender que estas políticas, sendo cruciais para as pessoas e as empresas da União afetadas pela crise da pandemia COVID19, mereciam maior apoio.

Acresce referir que o acordo ora alcançado estabelece também a introdução de novos recursos próprios para o pagamento da dívida contraída para o Next Generation EU, como a contribuição sobre os plásticos, uma revisão do sistema de emissões de carbono e a criação de impostos sobre o digital e as transações financeiras, de forma faseada, até 2026.