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Notícias
  Terça, 10 Novembro 2020

Deputada exigiu, mais uma vez, ao Governo da República, uma posição firme e esclarecedora sobre a inaceitável intenção da União Europeia em cortar 3,9% das verbas do POSEI para as Regiões Ultraperiféricas e questionou o porquê de não existir, no Orçamento de Estado de 2021, nenhuma compensação para os agricultores da Madeira fazerem face a este eventual corte

“Portugal não pode aceitar este retrocesso da União Europeia, que tanto prejudica a agricultura e os agricultores da Madeira e tem, acima de tudo, de assumir uma posição firme e esclarecedora contra a intenção da União Europeia cortar em cerca de 3,9% as verbas afetas ao POSEI”, afirmou, hoje, a deputada Sara Madruga da Costa, numa intervenção em que não poupou críticas à Ministra da Agricultura “pela sua falta de resposta e de compromisso com um setor que é e tem sido vital, ao qual é inaceitável que se virem as costas”.

Deputada que, na ocasião, considerou inaceitável que, perante a eventualidade destes cortes terem mesmo de avançar, conforme pretende a União Europeia, “não exista, por parte do Governo da República, uma estratégia clara de compensação aos agricultores da Madeira – conforme devia existir – no Orçamento de Estado para 2021”.

“É incompreensível que o Governo da República não tenha tido o cuidado de acautelar os agricultores da Madeira neste cenário e é contra isso que nos manifestamos, desde já, até porque não aceitamos nem podemos aceitar mais penalizações a este setor, tanto mais atendendo às dificuldades que estes viram agravadas, ao longo dos últimos meses e em função da pandemia”, vincou Sara Madruga da Costa que, na oportunidade, fez também questão de perguntar à Ministra da Agricultura qual a razão para que os apoios anunciados ao setor vitivinícola não se adequem às especificidades de duas produções importantíssimas para a Região, como é o caso do Vinho Madeira e do Rum.

“É contra esta falta de clareza e de resposta que o PSD se manifesta, deixando claro, mais uma vez, que esta proposta de Orçamento de Estado não é benéfica para a Madeira nem assume, em nenhuma das suas vertentes, as medidas e os apoios que consideramos essenciais, nesta fase”, rematou.