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Notícias
  Segunda, 9 Novembro 2020

Bruno Camacho critica aproveitamento político do Executivo Municipal e desafia a autarquia a avançar para a contratação efetiva de trabalhadores, ao invés de promover a precariedade laboral e criar falsas expetativas a quem precisa de emprego no concelho

“É lamentável que o Presidente do Município de Santa Cruz se preste, mais uma vez, a criar ilusões – neste caso quanto ao problema do desemprego de longa duração e junto dos jovens, que grassa no nosso concelho – atribuindo as culpas à pandemia que estamos a viver quando, em bom rigor, sabe que a pandemia apenas veio agravar um problema que já existia e que resulta, diretamente, da sua total ausência de politicas de emprego e da sua incapacidade de trabalhar, junto do sector empresarial local, soluções para a criação de postos de trabalho”, afirma o deputado municipal do PSD Bruno Camacho, a propósito do anúncio do Programa de Emprego e Formação que esta Câmara se propõe a avançar.

Um Programa que, no seu entender, “não só não resolve o problema como até agrava a sua expressão em Santa Cruz”.

“Através deste Programa, o que este Município vai gerar é precariedade laboral, algo já bem conhecido deste Executivo que, nos seus quadros e durante muito tempo, deteve e ainda detém funcionários no regime de avença e nos vulgos recibos verdes”, afirma Bruno Camacho, acrescentando que “há relativamente pouco tempo foram abertos procedimentos de contratação para solucionar alguns destes casos, o que, todavia, não é suficiente para corresponder às necessidades, atendendo aos inúmeros trabalhadores que, anualmente, são solicitados pelo Município e Juntas de Freguesia de Santa Cruz ao Instituto de Emprego da Madeira, através dos programas desta entidade”.

Se há necessidades permanentes, atendendo aos pedidos feitos anualmente, “porque é que o Executivo não lança um procedimento de contratação, trazendo estabilidade laboral a quem integrar os quadros do Município, ao invés de apostar numa solução temporária?” questiona o deputado municipal, que considera, ainda, este anúncio como mais uma “encenação política” e como “mais uma jogada de aproveitamento politico de uma situação que é grave e que exige seriedade, em vez de tentativas camufladas de chamar a si competências que são do Governo Regional”.

Aliás, “não fosse o Governo Regional a combater este flagelo e a atenuar os efeitos sociais e económicos resultantes da pandemia – quer através dos apoios aos empresários quer aos trabalhadores e famílias – hoje a realidade em Santa Cruz e nos restantes concelhos da Região seria bem mais complicada”, remata.