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Notícias
  Sexta, 6 Novembro 2020

Deputada confrontou a Ministra da Saúde a propósito dos procedimentos mais eficazes que já deveriam ter sido implementados na origem e nos aeroportos nacionais e desafiou o Governo da República a seguir o exemplo da Madeira, numa intervenção onde lembrou compromissos que estão por cumprir e que não são atendidos no Orçamento de Estado para 2021

“Para quando serão adotados procedimentos mais eficazes de controlo da Covid-19, na origem e nos aeroportos do continente e para quando é que o Governo da República assumirá uma outra responsabilidade na gestão desta crise sanitária, com consequências drásticas para a saúde pública, mas, também, para a economia”, começou por questionar a deputada Sara Madruga da Costa, na audição à Ministra da Saúde que decorreu na Assembleia da República.

Uma intervenção em que a Social-democrata deixou claro que “o exemplo da Madeira, embora não reconhecido, tem surtido o seu efeito e devia ser seguido aqui no continente, até como forma de evitar que os passageiros continuem a movimentar-se sem estarem sujeitos a este controlo nos aeroportos ou a qualquer outra medida dissuasiva”. Até porque, frisou, “esta inação não só prejudica a necessária contenção da pandemia como ainda tem efeitos no turismo, atividade fundamental para a Madeira”.

Sara Madruga da Costa que, nesta oportunidade, fez ainda questão de criticar o atraso relativo ao novo Hospital da Madeira. “Não conseguimos perceber como é que, passados cinco anos, o seu Governo continua a prever menos de 50% para o novo Hospital e a deduzir ilegitimamente o valor de duas unidades hospitalares da Madeira”, disse, aludindo, também, à inaceitável intenção do Estado em transferir, em plena pandemia, encargos e competências da República para a Madeira, sem o correspondente envelope financeiro, como os relativos aos cuidados de saúde e aos medicamentos da PSP, GNR e forças armadas. Isto, vincou, “quando o Governo da República continua sem resolver o pagamento à Região da dívida de 20 milhões de euros relativa aos subsistemas de saúde dos serviços da República na Madeira”.