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Notícias
  Quinta, 5 Novembro 2020

Deputada sublinha importância das intervenções anunciadas pelo Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna nas Esquadras na Região e lembra que há cinco anos que o PSD alerta e insiste nesta questão. Intervenções que, ainda assim, “pecam por tardias”, assim como peca por tardia a resposta do Estado à grave situação que se vive no SEF da Madeira

“Ainda que tardia, é salutar vermos que, finalmente e após a nossa insistência, ao longo dos últimos cinco anos, o Governo da República não só anuncia a intervenção há muito solicitada, pelo PSD, nas Esquadras da Região, como reconhece que as mesmas não tinham condições para funcionar e para garantir o melhor serviço às populações”, afirmou a deputada Sara Madruga da Costa, numa intervenção onde reiterou as carências e as dificuldades que as forças de segurança, da responsabilidade da República, enfrentam na Região e voltou a insistir para a necessidade do Orçamento do Estado para 2021 acomodar estas preocupações, de modo a que as mesmas passem dos anúncios à concretização efetiva.

“Da mesma forma que reivindicamos, há cinco anos, uma intervenção substancial nas Esquadras da Madeira – que agora foi anunciado estar, pelo menos, em fase de projeto de execução – é também há muito que apelamos a que seja atribuído um subsidio de insularidade aos agentes da PSP na Madeira e que também exigimos que o Governo da República assuma as suas responsabilidades quanto às prestações de saúde destes profissionais, responsabilidade essa que tem sido assumida pelo Governo da Região”, disse, na ocasião, a deputada, sem todavia, ter ficado esclarecida sobre a matéria.

Sem resposta ficou, igualmente, a preocupação reiterada pela Social-democrata quanto à grave situação que o SEF na Madeira atravessa. “Uma situação de iminente rutura que foi agravada pela pandemia e que agora deu origem a uma situação de verdadeiro colapso ou de bomba relógio que ameaça afetar o turismo da Madeira”, vincou.

Sara Madruga da Costa que, a este propósito, lamenta o facto do Governo da República não ter apostado, conforme alertado, “para o reforço urgente do número de funcionários do SEF nos dois aeroportos da Madeira, nos portos e nas marinas, bem como na Direção Regional e na loja do cidadão, alertas esses que foram ignorados e que não só agravaram o problema como criaram novos problemas, nomeadamente relacionados com a fixação de serviços mínimos de greve inapropriados e desadequados à realidade do aeroporto da Madeira”. Realidade que, acrescentou, já foi reportada ao Ministério de Administração Interna, pelo Governo Regional, “que pediu a revisão dos serviços mínimos de 1 para 2 guardas de fronteira”.