• bannerSitePSDM3jan2020.jpg
Notícias
  Sexta, 16 Outubro 2020

“As exigências que, neste momento, se colocam ao Funchal não se compadecem com o clima de instabilidade e indefinição a que assistimos neste Executivo socialista, com mais um abandono intempestivo – que não é o segundo, ao contrário do que é dito – uma saída, desta vez, de quem tutelava pelouros importantes da autarquia”. É desta forma que a vereação do PSD eleita à Câmara Municipal do Funchal comenta a suspensão do mandato de João Pedro Vieira, instabilidade que dizem marcar a agenda de um Executivo que, mais uma vez e ontem, quinta-feira, se escusou de reunir com os representantes legitimamente eleitos pela população, por preferir cumprir a sua agenda pessoal e política. 

“Reuniões que não se realizam em detrimento dos interesses do concelho que este Executivo descura”, vincam, lamentando que, pese embora os alertas já deixados e, inclusive, os pedidos para a realização de reuniões extraordinárias, apresentados pelo PSD, “as inúmeras necessidades que hoje se colocam a todos os Munícipes do Funchal continuem a não ser prioridade face à ânsia propagandística do seu Presidente”.

Neste mandato socialista, reforçam, “já assistimos à deserção de um Presidente, à instituição de um novo Presidente não eleito democraticamente e a várias suspensões forçadas de eleitos para garantir pelouros a outros interessados. Mais recentemente, vimos também uma demissão com direito a indemnização e agora a um abandono por quem tutelava as importantes áreas dos Mercados Municipais, da Fiscalização e das medidas de combate ao COVID19. É uma repetição de 2014, em que a equipa está subordinada às vontades e aos apetites político-pessoais do Presidente".

Não estando em causa a saída ou a pessoa, esclarecem os vereadores, “está, sim, em causa, a estabilidade e a governação de um Executivo que tem enormes desafios pela frente e que precisa, de uma vez por todas, de agir e não apenas de reagir, refugiando-se em argumentos que já não são aceitáveis, nomeadamente o do chumbo do orçamento e a da suposta asfixia financeira quando, afinal, existe dinheiro para despesas acessórias e não essenciais”, sublinhando que “à incapacidade de ouvir e de debater, democraticamente, as soluções que faltam ao Funchal, junta-se, pelos vistos e perante mais esta suspensão de mandato, a clara incapacidade deste Presidente manter a sua equipa coesa e pronta para intervir e acorrer ao que os Funchalenses precisam e esperam”.

PSD que estranha, por fim e desta forma, que, em plena pandemia e quando a recuperação social e económica do Município se impõe, exista margem para dispensar recursos humanos.

"Temos um Executivo que não reúne, que não debate, que abandona unilateralmente reuniões, que não ouve nem decide democraticamente e que, pelos vistos, nem é capaz de acautelar os seus recursos e manter a sua equipa coesa, numa altura em que há tanto por fazer. Lamentamos que quem perde com tudo isto seja a cidade e os munícipes do Funchal", rematam.