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Notícias
  Segunda, 12 Outubro 2020

Comissão Europeia iniciou, hoje, um debate que se prolonga até 14 de outubro, sob o lema “Juntos por um futuro sustentável”. Uma iniciativa que visa debater vários temas relacionados com a economia azul, a economia circular, o plano de recuperação e a estratégia climática nas regiões ultraperiféricas

Em representação do Parlamento Europeu e enquanto Vice-Presidente da Comissão de Pescas, a eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar participou, nesta segunda-feira, na iniciativa “Juntos por um futuro sustentável”, incidindo a sua intervenção na área da economia azul. Uma oportunidade em que deixou claro que, nas regiões ultraperiféricas, o desenvolvimento das indústrias emergentes da economia azul, em harmonia com os sectores tradicionais, “exige uma estratégia alicerçada em 4 pilares: Educação - Literacia sobre os assuntos do Mar; Financiamento consistente e estruturado dos novos projetos; fomentar novas áreas de negócio; Parcerias e Cooperação”.

No capítulo da Educação, a Eurodeputada considerou essencial “promover literacia de gestão junto dos quadros de topo das micro, pequenas e médias empresas do sector do mar para que, dessa forma, possam compreender o sector como um todo e aproveitar as potencialidades do mesmo, antecipando tendências e adaptando a oferta”.

Simultaneamente, vincou, é importante que os novos projetos “tenham um acompanhamento desde a sua criação até à implementação no mercado”, realçando que se não houver um financiamento consistente e contínuo a esses novos projetos, a maioria não conseguirá sobreviver.

Ainda segundo Cláudia Monteiro de Aguiar, as regiões ultraperiféricas têm uma oportunidade única de fomentar parcerias entre si e, simultaneamente, expandir essa cooperação a outras regiões, desempenhando um papel ímpar na transmissão de conhecimento, seja a nível científico, gestão das pescas ou turismo costeiro. “A verdade é que as regiões ultraperiféricas podem assumir-se, elas próprias, áreas piloto para a governação dos oceanos e, no caso da Madeira, pelas especificidades e conhecimento já existente, a nossa Região pode constituir-se como área piloto na governação internacional”, sublinhou, numa intervenção em que fez ainda questão de evidenciar a importância do alargamento da área marinha das Selvagens até às 200 milhas e o relevo que a mesma teria para a ciência, turismo e pescas.

“Seria a maior reserva marinha da Europa, chamando a si a comunidade científica internacional, promovendo o desenvolvimento de novas atividades ao nível do turismo e no sector das pescas", disse, acrescentando que esta decisão seria importante não apenas para a Região, mas para o país como um todo”.

A renovação da frota pesqueira artesanal foi outro dos temas abordados, renovação essa que assume a maior importância na segurança das pessoas que trabalham na pesca e "poderia permitir a criação de atividades complementares, no sector do turismo, por exemplo", salientou.

Será de referir que os comissários Virginijus Sinkevičius, Elisa Ferreira e Thierry Breton serão alguns oradores deste debate, num painel que conta vários representantes das Regiões Ultraperiféricas, sendo que o Governo Regional da Madeira está representado pelo Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, pelo Vice-Presidente Pedro Calado e pela Secretária Regional do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas, Susana Prada.

Acresce informar que o Fórum das Regiões Ultraperiféricas é organizado de três em três anos, a cargo do comissário responsável pela política de coesão, neste caso Elisa Ferreira, e decorre do dia 12 ao dia 14 de outubro, este ano, de forma especial, em formato virtual.