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Notícias
  Quinta, 8 Outubro 2020

Vereadores Social-democratas lamentam que o Executivo Socialista que governa a CMF se refugie em argumentos gastos para nada fazer em prol do Município, sobretudo numa altura em que as necessidades obrigam a uma responsabilidade, seriedade e competência que, nesta autarquia, deixam muito a desejar

“Quando há dinheiro para investir no acessório – nomeadamente em publicidade e em outras despesas não prioritárias – e quando, ao contrário do que é repetidamente afirmado, existem verbas e um orçamento aprovado para gerir em função do que a população deste concelho mais precisa, torna-se inaceitável que este Executivo socialista mantenha a sua irredutibilidade e não seja capaz de assumir as suas responsabilidades, em democracia, numa conduta que tem sido extremamente prejudicial ao Funchal”. É desta forma que os vereadores do PSD eleitos à Câmara Municipal do Funchal condenam o chumbo das cinco propostas hoje apresentadas ao Executivo, visando soluções para o setor do turismo, vital para a economia local e relativamente ao qual exige-se uma atuação urgente, que já não se compadece com a inércia e a insensibilidade que têm vindo a ser manifestadas, pela autarquia, em particular ao longo dos últimos meses.

“Atendendo a que as reuniões de Câmara não têm sido convocadas com a regularidade que deviam e que tinham no passado, o PSD apresentou um requerimento para a realização desta reunião extraordinária, onde a nossa ideia era apresentar e fazer aprovar uma mão cheia de propostas tendentes a proteger setores de atividade que, ligados ao turismo, atravessam sérias dificuldades neste momento”, afirmou, na ocasião, o vereador Paulo Silva Lobo, lamentando que o Executivo tenha seguido a sua conduta habitual e o mesmo subterfúgio de sempre para chumbar as propostas e ignorar a realidade extremamente grave que o Funchal enfrenta neste momento.

Em causa, explicou, estavam propostas relacionadas com a proteção às Floristas Tradicionais do Município do Funchal e, igualmente, aos comerciantes tradicionais, nomeadamente do Mercado dos Lavradores, mas, também, medidas na área da isenção de algumas taxas de Gestão de Resíduos Sólidos e Saneamento Básico aos Hotéis da cidade e igualmente a suspensão de taxas municipais a entidades participantes em eventos turísticos no Município do Funchal, além da preocupação com a qualidade das Águas Balneares, um dos atrativos turísticos da cidade.

Propostas essas que, à semelhança das inúmeras que têm sido apresentadas, nesta Câmara, pelo PSD, visavam resolver problemas concretos e reforçar o apoio em áreas e setores que estão a atravessar uma fase muito complicada e que, infelizmente, não contam com qualquer resposta por parte deste Executivo, reforçou o Social-democrata, indo mais longe ao afirmar que “está na altura de que a Câmara procure uma justificação mais credível e assuma as suas responsabilidades”, já que o que falta não é orçamento mas, sim “coragem e vontade política” para agir e corresponder ao que realmente as populações precisam e anseiam.