• bannerSitePSDM3jan2020.jpg
Notícias
  Quarta, 7 Outubro 2020

A denúncia partiu do deputado Carlos Rodrigues numa intervenção realizada, hoje, na Assembleia Legislativa da Madeira.

Segundo o parlamentar, trata-se de “um golpe digno das maiores organizações criminosas, liderado pelo primeiro-ministro e acompanhado pelo partido socialista, incluindo a sua filial regional”.

“Não sou eu quem o diz, são todos os órgãos de comunicação social, são presidentes de associações empresariais, são presidentes de ordens profissionais, são membros da sociedade civil, são pessoas de esquerda, de direita e do centro. Veja-se a Sábado, a Visão, o Expresso, o Público, a TVI, até a SIC dirigida pelo irmão e a RTP sob as suas ordens.”

Carlos Rodrigues salientou que “o bastonário da Ordem dos Advogados diz mesmo que o PS matou a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção que eles próprios apresentaram”.

“A incoerência destas pessoas vai a este ponto”, referiu, sublinhando que, por um lado, apresentam planos e estratégias cheios de boas intenções para enganar os mais incautos e, pela calada, promovem alterações legislativas para facilitar os seus esquemas”.

Segundo o deputado, a prevista chegada de milhares de milhões de euros da Europa “desencadeou uma operação de saque sem precedentes”.

No entanto, adiantou, “a justificação oficial é que o país precisa de ser mais eficiente na execução dos projetos com apoio europeu, dizem os responsáveis socialistas que urge levantar obstáculos”.

Neste aspeto particular, sublinhou Carlos Rodrigues, “choca que a ideia seja apresentada por representantes do povo madeirense, eleitos nas listas do PS-Madeira”.

O deputado salientou que os obstáculos são em primeiro lugar pessoas, a começar pelo presidente do Tribunal de Contas, órgão que deu um parecer demolidor à proposta do governo de alteração da contratação pública. “Este senhor foi liquidado por telefone, à pressa e de forma sumária.”

Outra pessoa afastada, referiu, foi a procuradora Ana Carla Almeida, que tinha sido indicada por um painel independente para assumir uma posição na Procuradoria Pública Europeia. “Dada a impossibilidade de ser controlada e manietada pelo governo, esta nomeação foi bloqueada por este, sem apelo nem agravo.”

Paralelamente, colocam-se os “capo regimes nos sítios-chave por forma a controlar a operação e foi isso que aconteceu com a nomeação do novo chefe de gabinete do primeiro-ministro, nada mais nada menos que um indivíduo que, enquanto consultor do governo para os fundos europeus, era administrador de uma empresa beneficiária desses mesmos fundos”.

Ou, ainda, acrescentou Carlos Rodrigues, “o esquema já montado para as lideranças das diferentes Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, responsáveis centrais na gestão dos fundos europeus, distribuindo as mesmas por amigos e correligionários”.

De acordo com o deputado, “esta estratégia de eliminação de opositores, elementos pouco cooperantes e individualidades relutantes em fazer a vontade ao partido socialista tem sido utilizada frequentemente, infelizmente com pouca indignação por parte daqueles que rasgam vestes perante atitudes semelhantes vindas de fora”.

Para Carlos Rodrigues, “o partido socialista é implacável com todos os que não lhe fazem a vontade, não hesitam em se imiscuírem na Justiça, na Saúde, nas forças armadas, nas forças de segurança, em suma, em tudo o que se mexe”. Por isso, “a primeira tarefa das governações socialistas é eliminar obstáculos e montar a sua rede de clientelismo, a sua organização controladora e a sua máquina de poder. E quem não se conforma com isto, apanha pela medida grande”.

O segundo objetivo do partido socialista, realça o deputado, “é enfraquecer todas as instituições públicas para as poder manipular e controlar, para colocá-las a trabalhar para os seus esquemas e interesses”.

“Tem sido sempre assim desde 1974, o PS acha que o Estado existe para lhes servir, que são donos do estado.”

Também na Madeira, conforme sublinhou Carlos Rodrigues, “os aprendizes de Costa, ensaiam, de forma atabalhoada, hesitante e infantil, movimentos semelhantes aos dos seus senhores”.

“Desde que foram eleitos, dedicaram-se à reles política do bota abaixo sem nexo e à verborreia descontrolada, atacando tudo e todos, querendo arrastar para a lama empresas, pessoas e instituições. É a primeira etapa da sua estratégia, arrasar a sociedade para aparecerem como solução divina.”

Para o deputado, esta estratégia “está a falhar grosseiramente porque os seus chefes de Lisboa, a cada dia que passa, mostram a verdadeira essência do partido socialista, um partido vingativo, autoritário, clientelar, que fomenta o compadrio e o nepotismo. Isto tem vindo a baralhar os pseudo-paladinos da honra e da ética”.

Um partido que chegou aos comandos da cidade do Funchal e a primeira coisa que fez foi afastar, sumariamente, todos os que não interessavam, todos os que poderiam dificultar as suas intenções, todos os que cheirassem a PSD.

Ou seja, adiantou, “o partido socialista local, apenas quer implementar na região o seu regime de clientelas e compadrios, para saciar a sua carestia de anos. Já o fazem há décadas em Portugal continental, conseguiram fazê-lo nos Açores, ficando a faltar a Madeira para que a sua rede tentacular fique completa”.

“Esta é a sua verdadeira natureza, esta é a sua verdadeira missão, este é o seu maior e principal objetivo.”