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Notícias
  Quarta, 30 Setembro 2020

“É inaceitável que o Executivo Municipal faça bandeira das intervenções que pretende fazer, do ponto de vista da repavimentação de estradas em diversos pontos da cidade, esquecendo-se, todavia, das necessidades que se arrastam no tempo na freguesia do Imaculado Coração de Maria, nas quais temos a obrigação e o dever de insistir”. Esta foi uma das posições assumidas, ontem, em sede de Assembleia de Freguesia, pelo PSD, através da apresentação de um Voto de Recomendação à Câmara Municipal do Funchal que previa quatro intervenções concretas, nomeadamente a reparação estrutural do pavimento entre a Rua das Lajes e a Rua Nova da Piedade, a reparação estrutural do pavimento da Rua das Lajes entre a Rua Jaime Bruno Pereira e a Rua de Santa Luzia, a colocação de passeio no lado ascendente da Estrada dos Marmeleiros e a reparação estrutural da Rua Arcebispo D. Aires, em especial no lado norte.

Intervenções que, “visando reforçar a segurança de quem circula nestas vias, de forma definitiva e, não, com reparações avulsas e provisórias que apenas adiam os problemas”, acabaram por ser chumbadas pela Coligação.

“Se por um lado não entendemos como é que o Executivo Municipal esqueceu a Freguesia do Imaculado Coração de Maria no conjunto de obras que fez questão de anunciar, ainda menos compreendemos como é que situações que estão perfeitamente identificadas e que se apresentam a esta Assembleia, para melhorar a segurança e a vida das pessoas, acabam por ser chumbadas, apenas e só por questões políticas”, afirmam os Social-democratas, que lamentam esta postura e a falta de critério de uma autarquia que funciona “com dois pesos e duas medidas”.

PSD que, a propósito deste tipo de intervenções, manifestou a sua satisfação pelo facto do voto de recomendação, apresentado pelo PSD, na Assembleia Municipal, tendente a garantir o estudo para maior segurança no Eixo da Rua do Til, ter sido aprovado com os votos a favor de toda a oposição e com a abstenção da Coligação Confiança, lembrando que essa mesma proposta tinha sido reprovada em Assembleia de Freguesia, em 2019, para dar lugar a “intervenções avulsas que não resolveram o problema”.

Da nossa parte, reforça o PSD, “continuaremos a insistir nas melhores soluções para a nossa freguesia e para o Funchal, exigindo atuações integradas e concertadas que melhorem a vida dos nossos Munícipes, em todas as instâncias em que estivermos representados, cumprindo, dessa forma, o papel para o qual fomos eleitos”.

Social-democratas que, também ontem, votaram contra o Voto de Protesto relativo à ação judicial executada pelo Governo Regional para retirar as instalações à Junta de Freguesia do Imaculado Coração de Maria, considerando que “a perseguição política que é alegada nesta matéria cai por terra quando, pela informação de que dispomos, a atitude da Junta de Freguesia – arrogando-se proprietária do imóvel – é que obrigou a Região a intentar a ação para reivindicação da posse e restituição da propriedade”.

Aliás, esclarecem, “o espaço, que foi cedido a título precário, em 2011, vinha colmatar uma necessidade que deixou de existir, em maio passado, com a inauguração da nova sede, altura em que o Presidente da Junta afirmou estarem reunidas todas as condições para garantir o seu funcionamento e a realização de outras atividades, o que não veio a cumprir, numa falta de resposta à qual o Governo Regional ou este suposto litigio é alheio”. PSD que considera mesmo que este diferendo que deve ser dirimido nos locais próprios – que não a Assembleia de Freguesia – no respeito pelas instituições, pela democracia e pela cidadania.