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Notícias
  Terça, 22 Setembro 2020

“Mobilidade – um direito inquestionável”. Foi este o mote do debate que ontem decorreu na sede do PSD Madeira, a cargo da JSD Funchal – Núcleo da Freguesia do Monte, tendo como orador o deputado Paulo Neves.

Um debate onde foi reconhecido o trabalho realizado pelos eleitos do PSD nesta matéria, contra um Governo da República que tem preferido manter este dossiê “na gaveta”, penalizando, com isso, direitos fundamentais que não deviam ser colocados em causa por um Governo que diz governar, de forma justa, para todos os cidadãos portugueses. Adiamentos sucessivos que revelam “o próprio desrespeito de António Costa pela Assembleia da República”, Assembleia que já aprovou - há mais de um ano - uma nova legislação sobre a mobilidade (proposta pelo PSD) “que o Governo da República teima em não respeitar”, reforçou.

A atitude do Governo da República “tem sido altamente discriminatória e a verdade é que é inadmissível que os madeirenses continuem a ser tratados como portugueses de segunda”, sublinhou o deputado eleito à Assembleia da República, garantindo que, nesta sessão legislativa que ora se inicia, o PSD voltará a colocar na agenda política este e todos os temas que têm vindo a ser sucessivamente adiados, pelo Estado Português, para prejuízo da população residente que se vê penalizada nos seus direitos essenciais.

Paulo Neves que, na ocasião, fez questão de vincar que, além da mobilidade aérea e marítima, há novas oportunidades que se abrem no respeitante à mobilidade digital, partindo do posicionamento estratégico da Região numa dimensão euro-atlântica. “O investimento que o Governo Regional tem vindo a desenvolver no cabo submarino abre uma janela de oportunidades para a fixação de empregos e para o desenvolvimento cabal da tecnologia 5G, podendo fazer da Madeira um dos principais mercados competitivos na instalação e fixação de empresas”, disse, acrescentando que “Se a Região for capaz de aliar à capacidade técnica, os instrumentos internacionais que já possui (CINM e Registo de Navios), poderá vir a assumir-se uma referência mundial, pela sua posição geoestratégica, no que diz respeito à indústria de serviços.

Social-democrata que, na sua intervenção, frisou, ainda, o trabalho que tem vindo a ser realizado pela estrutura juvenil do Partido na formação de quadros, alertando e preparando as novas gerações e fazendo-as debater as questões nevrálgicas do quotidiano dos madeirenses.

Já o Líder da JSD Funchal, Francisco Sousa Gonçalves, aproveitou o debate para fazer o contraponto entre a falta de vontade política do Governo da República para resolver esta matéria e a existências de programas – como é o caso do Programa Estudante Insular – implementados pelo Governo Regional, programas esses que, não sendo perfeitos, têm facilitado, em muito, a mobilidade dos jovens entre o continente e a Região.

“Continuamos a discutir a falta de ação do Estado na resolução desta problemática por pura questão partidária”, lamentou, vincando que, em política, “a ação não surge apenas do ato de pensar, mas sim de uma disposição para assumir responsabilidades”.

“Parece que António Costa e Pedro Nuno Santos pretendem pôr os madeirenses a comer e a calar enquanto forem oposição na Madeira”, rematou o Líder da JSD Funchal.