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Notícias
  Quarta, 16 Setembro 2020

Vereadores Social-democratas eleitos à Câmara Municipal do Funchal lamentaram, hoje, no fim de mais uma reunião, a falta de reconhecimento aos funcionários da autarquia por parte do Executivo e a incapacidade que este demonstra de lidar, em democracia, com opiniões e sugestões diferentes, mesmo que sendo benéficas para o Funchal

“Temos um Executivo Municipal que não ouve, que não discute e que cada vez mais se revela incapaz de cumprir com os princípios da democracia a que está obrigado, relegando para segundo plano propostas que são positivas para a cidade e para os Munícipes e que apenas por má vontade não são tidas em conta nem muito menos aprovadas nesta casa”. A afirmação é da vereadora Joana Silva que, nesta quarta-feira, lamentou a postura do Presidente da Câmara Municipal do Funchal e da sua vereação face à sugestão apresentada, pelo PSD, para premiar os funcionários da autarquia que estiveram na linha da frente e que nunca deixaram de trabalhar, em plena pandemia.

“Consideramos que, independentemente da forma ou de quem apresentou a proposta, este reconhecimento ao trabalho que foi assumido, com coragem e determinação, pelos funcionários desta autarquia, devia fazer-se sentir pelo Executivo e o que vemos é que a proposta do PSD, que visava esse objetivo, nem foi discutida na semana passada nem hoje”, reforça a Social-democrata, sublinhando que nesta e em muitas outras atitudes que têm sido recorrentes fica claro “que não existe qualquer coerência sobre o que é dito e o que é feito por parte deste Presidente”, que se diz ao lado dos seus funcionários mas “é o primeiro a negar-lhes qualquer tipo de beneficio”.

Joana Silva que vai mais longe quando vinca não fazer qualquer sentido a negação deste reconhecimento ou, quanto muito, a sua discussão, quando a Câmara faz outros tantos reconhecimentos a quem está de fora, menosprezando o papel dos seus funcionários, “aqueles que estiveram na linha da frente e que garantiram que a autarquia continuasse a funcionar e a cumprir o seu papel e serviço público”.

Recorde-se que, em causa, estava uma proposta que visava a isenção do parqueamento e da tarifa da água aos funcionários do Município, a par de ingressos gratuitos nos Complexos Balneares da Frente MarFunchal, esta última medida já extemporânea que devia ter sido discutida e aprovada no passado mês de julho. “Medidas que foram propostas ou outras que viessem a ser discutidas, desde que visando reconhecer o trabalho em causa”, afirmam.

Propostas que não foram votadas “porque o Presidente mandou sair os seus vereadores e impediu o quórum necessário à votação que, hoje, continuam a ser ignoradas, o que contrasta com a postura de elevação que devia existir nesta matéria”, lembra a vereadora, lamentando que não exista o reconhecimento devido aos Homens e Mulheres que, também aqui e nesta autarquia, foram exemplo.