• bannerSitePSDM3jan2020.jpg
Notícias
  Segunda, 14 Setembro 2020

Deputado apela a que o Governo da República olhe para a Madeira como uma Região Autónoma que faz parte do País e, não apenas, como uma Região governada pelo PSD, sublinhando que a seriedade das matérias em causa – nomeadamente a negociação e atribuição dos próximos fundos comunitários – obriga a uma postura institucional que o Estado teima em negligenciar

“É fundamental que a Estratégia Nacional para a Recuperação Económica, cujo Plano será apresentado, na sua versão final, na próxima quarta-feira, dia 16 de setembro, atenda às sugestões apresentadas pela Região e deixe de ser um mero Plano Continental”. A afirmação é do deputado Paulo Neves que, nesta segunda-feira, reiterou aquela que tem sido a posição dos deputados eleitos pelo PSD/M à Assembleia da República quanto à integração das reivindicações defendidas, pelo Governo Regional, a este documento, assegurando que será esse o princípio a defender aquando da apresentação pública, no parlamento nacional.

“Temos o Centro Internacional de Negócios, o Registo Internacional de Navios que já é o terceiro maior da Europa, temos as energias renováveis e planos extraordinários para o Porto Santo que devem ser incluídos neste Plano de Estratégia Nacional, aos quais se junta a construção do Novo Hospital, as políticas sociais ligadas ao combate à pobreza e ao emprego e as acessibilidades, concretamente a digital e através do Cabo Submarino”, disse, na ocasião, o Social-democrata, vincando que um Plano Nacional que ignore ou omita todas estas valências e o potencial que a Região apresenta em cada um delas não pode ser considerado um Plano Nacional.

Tanto mais “quando temos a perfeita noção de que as sugestões apresentadas, pelo Governo Regional, dizem respeito a projetos de impacto nacional, ou seja, são sugestões que visam a melhoria do País e não só da Madeira”, prossegue o Social-democrata, exemplificando com o Centro Internacional de Negócios, mas, também, com o Registo Internacional de Navios. “Quando falamos do Centro Internacional de Negócios, estamos a falar de um Centro que deve ser potenciado porque capta investimento e Portugal precisa, mais do que nunca, de captar investimento estrangeiro, assim como também é certo que a questão do Registo Internacional de Navios é uma questão nacional”, vincou.

Paulo Neves que, nesta oportunidade, insistiu na importância desta integração, na medida em que o Plano em causa será levado a Bruxelas e será a base da negociação e da futura atribuição de fundos comunitários. “É por isso que o Governo Regional insiste na inclusão da Madeira neste Plano, não apenas por uma questão de justiça, mas, também, no sentido de garantir que as verbas a atribuir pela Europa tenham em consideração os inúmeros projetos que a Madeira e o Porto Santo precisam de ver apoiados”, disse.

Deputado que fez questão de elogiar a postura institucional que o Governo Regional tem demonstrado, “uma postura de diálogo institucional que a Madeira e o Governo da Madeira têm vindo a defender tanto com os Ministros quanto com o Primeiro-Ministro”, apelando a que o Governo da República “pague na mesma moeda e olhe para a Madeira como uma Região Autónoma que faz parte do País e, não apenas, como uma Região que tem um Governo do PSD”.