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Notícias
  Quinta, 30 Julho 2020

“Quem governa um Município com base na teimosia e nos seus interesses político-partidários, relegando, para segundo plano, o apoio e a defesa dos direitos dos Munícipes, certamente não está à altura do que o Funchal precisa, agora e para o futuro”, afirma vereação do PSD

Os vereadores do PSD eleitos à Câmara Municipal do Funchal viram reprovada, hoje, naquela que foi a última reunião camarária antes do Verão, uma proposta que integrava nove medidas de apoio tendentes a garantir a sobrevivência dos lojistas do Mercado e a manutenção de mais de 200 postos de trabalho diretos ameaçados, na sequência da pandemia COVID19.

Proposta essa que, aliás, foi subscrita pela larga maioria dos comerciantes do Mercado dos Lavradores, num abaixo-assinado hoje também entregue na autarquia que, ainda assim, não fez o Executivo mudar de ideias, mantendo-se aquilo que os Social-democratas consideram uma postura “lamentável, irresponsável e alheia à realidade difícil que estes feirantes atualmente enfrentam, muitos dos quais sem capacidade de manter os seus negócios, por muito mais tempo, nas condições atuais”.

No final desta reunião, o vereador Paulo Lobo fez mesmo questão de lembrar que, entre as várias medidas apresentadas pelo PSD, estava em causa a isenção do pagamento das rendas até ao final do ano e, não, a opção que foi seguida pelo Executivo socialista, de aplicar uma moratória que apenas adia esse mesmo pagamento para 2021.

“Na altura em que a vereação socialista apresentou esta proposta de moratória, o PSD votou contra e o Presidente da Câmara veio a público, no seu malabarismo habitual, dizer que o que o PSD pretendia era que os comerciantes começassem a pagar já naquela altura, o que não passou de mais uma mentira, felizmente desmascarada”, sublinhou o vereador, vincando que, bem pelo contrário, o que o PSD propôs – numa posição que, pese embora apoiada pelos comerciantes foi, mais uma vez, secundarizada – foi bem mais além dessa moratória, precisamente porque traduzia um apoio efetivo e novas formas de capitalizar estes espaços, do ponto de vista da procura.

“Receamos que, a breve trecho, aconteça o que já aconteceu em tantos outros casos, em que a vereação do PSD tem apresentado propostas e tem alertado para problemas que se sabem que, infelizmente, vão acabar por acontecer – caso nada se faça – e a vereação socialista, por pura teimosia, prefira deixar que o mal aconteça e que centenas de famílias sejam prejudicadas”, lamenta o Social-democrata, afirmando que, neste caso e em função da inércia do Executivo, “os problemas destes comerciantes irão agravar-se de forma significativa, por exclusiva responsabilidade de uma Câmara que não soube tomar as medidas que devia, atempadamente”.