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Notícias
  Segunda, 27 Julho 2020

Deputado lamenta que o Plano de Recuperação económica de Portugal seja, na realidade, “um Plano continental, dado que, em 129 páginas, apenas refere a Madeira por 3 vezes” e alerta para os riscos deste documento, que ignora a realidade regional e o muito que a Madeira tem feito, a este nível, venha a ser a base para a negociação e gestão dos futuros fundos comunitários

“É lamentável que, mais uma vez, o Governo da República tenha esquecido a Madeira na elaboração de um Plano que, supostamente, deveria sustentar a recuperação económica do País e ainda se torna mais preocupante que este documento possa servir de base às negociações dos fundos comunitários, com os quais a Região conta, para o futuro”. A afirmação é do deputado Paulo Neves que, hoje, fez questão de denunciar o que considera ser mais uma postura injusta e inaceitável por parte do Estado Português face à Madeira, concretamente numa área que é essencial para a estabilidade e a retoma de que Portugal precisa, no seu todo e sem esquecer as regiões autónomas.

“Estamos a falar de um Plano de Recuperação nacional que, na realidade, é um Plano continental, feito por António Costa e Silva, que, em 129 páginas, apenas refere a Madeira por 3 vezes e, ainda por cima, para falar da construção de um polo universitário na Região, quando se ignora tudo o resto”, afirma o deputado Social-democrata, sublinhando o facto do Governo Regional e das autoridades regionais com competência nesta matéria não terem sido ouvidas nem auscultadas, em nenhum momento deste processo.

Paulo Neves que criticando o facto deste Plano não levar em conta o muito que a Madeira já fez no passado e o potencial económico que apresenta, para o futuro, lembra, entre outros exemplos, a injustiça desta exclusão, atendendo ao peso que algumas das atividades representam para o todo nacional. “É curioso que este Plano fale do desenvolvimento económico Atlântico e esqueça a Madeira, nomeadamente no respeitante ao que tem sido feito através do Centro Internacional de Negócios – que deve ser ampliado, promovido e fazer parte de uma estratégia nacional – do Registo Internacional de Navios – que já é, hoje, o terceiro maior registo de navios da Europa e que tem uma potencialidade extraordinária, recentemente reforçada com a Legislação apresentada pelo PSD e aprovada na Assembleia da República com vista à sua maior competitividade – mas é também estranho que, neste Plano, não se fale da aquacultura e do trabalho que tem vindo a ser feito, na Região, tanto do ponto de vista da investigação quanto da economia digital”, denuncia o deputado madeirense.

Parlamentar que lembra, ainda a este nível, as empresas digitais que se encontram já instaladas na Madeira e o projeto do cabo submarino, que mais não visa do que ampliar a capacidade tecnológica da Região e captar mais empresas nesta área. Isto, reforça, além do setor do turismo que, atendendo ao seu peso e importância na economia regional, também não merece qualquer referência neste documento, vinca.

“Não faz sentido que se trace uma estratégia de recuperação económica nacional quando se ignora o que foi e o que está a ser feito, assim como os caminhos a seguir nesta área, nos próximos anos, concretamente numa Região que tem vindo a fazer um extraordinário esforço para diversificar a sua economia e para encontrar novas saídas tendentes a consolidar um modelo económico mais sustentável para o futuro, a favor da estabilidade das suas empresas e famílias”, frisa Paulo Neves, deixando claro que esta não passa de “mais uma oportunidade perdida e de mais um exemplo da falta de visão e de responsabilidade com que o Governo da República gere e lida com as suas Regiões Autónomas”.