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Notícias
  Quinta, 23 Julho 2020

Sublinhando o bom acordo alcançado pela Europa e a solidariedade que o mesmo representa aos cidadãos e Estados-membros afetados pela pandemia, o deputado Social-democrata exigiu respostas, ao Governo da República, quanto ao envolvimento da Madeira no Plano de Recuperação nacional e alerta para o cenário extremamente difícil que se antevê, numa recessão que, na Região, poderá vir a ser muito mais expressiva do que no restante território nacional

Foi perante a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus e o Ministro dos Negócios Estrangeiros que, ontem, na Assembleia da República, o deputado Sérgio Marques exigiu respostas sobre a operacionalização e a participação ativa da Região na elaboração do Plano de Recuperação que será apresentado por Portugal a Bruxelas, no próximo mês de outubro. Participação essa que, segundo notou, “ainda está por definir e clarificar”.

Um atraso que, conforme frisou, não se compadece com a “situação extremamente critica” que é vivida na Madeira, nomeadamente por um tecido empresarial extremamente dependente do turismo, que carece de ser apoiado antes que feche portas, prejudicando, se assim for e fruto do consequente desemprego, milhares de famílias que, na Região, dependem desta atividade.

“Neste momento, corremos o risco de ter falência de empresas em cascata, nomeadamente as empresas ligadas ao sector turístico, porque a situação é deveras problemática e infelizmente a nossa economia poderá vir a sofrer uma recessão com o dobro da intensidade da média do país”, vincou, na ocasião, o deputado Social-democrata, exigindo, por isso mesmo, “a resposta e a solidariedade que tardam, por parte do Governo da República, face aos madeirenses”, assim como a rápida definição de qual será a participação da Madeira no Plano a apresentar a Bruxelas e, consequentemente, que recursos é que nos serão destinados”.

Sérgio Marques que, na sua intervenção, fez ainda questão de valorizar o acordo alcançado na Europa.  "Acho que este é um bom acordo para a Europa, é um fortíssimo sinal de solidariedade e esperança e é mesmo um sinal de relevância política do espaço europeu, até porque estava em jogo a própria vida da União Europeia", disse, a este propósito, reiterando que, à semelhança desta resposta, “significativa e à altura dos acontecimentos graves que estamos a viver”, também Portugal deve responder às suas Regiões Autónomas, apoiando-as e envolvendo-as nas várias formas que representem uma saída para esta crise.