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  Quinta, 23 Julho 2020

Deputados Social-democratas acabam por não inviabilizar o empréstimo de 2 milhões de euros apresentado pelo Executivo de Santa Cruz – até porque defendem que o mais importante é apoiar quem mais precisa, nesta altura – mas exigem que o Município “cumpra, efetivamente, com o princípio subjacente ao mesmo e não siga os exemplos do que fez no caso da Ecotaxa e da taxa de Proteção Civil”

Os deputados Municipais do PSD/Santa Cruz abstiveram-se, hoje, na votação da proposta apresentada pelo Executivo do Município em contrair um empréstimo de 2 milhões de euros, no âmbito do COVID19.

Uma posição que, segundo sublinham, teve por base “as dúvidas relacionadas com o destino que algumas das verbas deste empréstimo terão – nomeadamente eventos festivos a realizar em 2020 e 2021 – iniciativas que, no entender do PSD, não deveriam integrar o presente reforço de meios financeiros da autarquia”. Ainda assim, prosseguem, “abstivemo-nos por considerar e acreditar que, na base desta proposta, está o apoio que urge aos Munícipes de Santa Cruz mais afetados pela crise e é isso que mais importa, neste momento: ajudar quem mais precisa e de forma célere”.

Social-democratas que, neste enquadramento, exigem o cumprimento do propósito a que este empréstimo se destina, relembrando a capacidade que este Executivo tem “de invocar necessidades financeiras para determinados fins e depois canalizar as verbas para um destino diferente do fim a que esteve subjacente a sua cobrança, como é o caso, por exemplo, da ECOTAXA e da Taxa de Proteção Civil”, conforme explica o deputado municipal do PSD, Bruno Camacho.

“É isso que não vamos permitir”, insiste o deputado, garantindo que “o PSD nunca permitirá, em momento algum, que se usem verbas para fins distintos que não os de apoiar as famílias e as empresas de santa Cruz” e afirmando, desde já, que o seu Partido irá assumir “uma postura fiscalizadora, responsável e determinada quanto à execução deste e de outros empréstimos em sede própria e no momento oportuno, pois o nosso compromisso é com os Munícipes de Santa Cruz”.

Aliás, “só o facto de se querer aplicar 440 mil euros em atos festivos, a pagar pelo município durante 20 anos, sob a desculpa de serem um reforço e uma medida de apoio excecional ao tecido empresarial do concelho, quando os mesmos já ocorrem há alguns anos, vem comprovar que o PSD tinha razão ao votar contra a proposta de Orçamento do Município de Santa Cruz para 2020, caracterizado pela sua má orçamentação e pela sua intenção eleitoralista, isto se considerarmos que, em 2021, há eleições autárquicas e que os valores imputados a estes são para 2020 e 2021”, reforça Bruno Camacho.