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Notícias
  Quinta, 2 Julho 2020

Moratória agora apresentada, pela autarquia, asfixia os concessionários destes espaços, em 2021, sustentam os Social-democratas

“Quando existe Orçamento para tal, não se compreende que o Executivo da Câmara Municipal do Funchal tenha optado por conceder uma moratória nas rendas aos comerciantes dos espaços afetos ao Município, em detrimento da isenção que se impunha e é nessa lógica que votamos contra, porque exigimos soluções e, não, o adiar dos problemas”. A afirmação é da Vereadora Social-democrata Nadina Mota que, hoje, no final da reunião da autarquia, fez questão de vincar que o “PSD não está nem nunca esteve contra as ajudas que possam vir a ser dadas a quem mais precisa, neste momento, mas lamenta que o Executivo não tenha ido mais além, sobretudo sabendo que a situação dos comerciantes é grave e que a atribuição de uma moratória, embora ajude no imediato, pode gerar graves transtornos no próximo ano, evitáveis caso houvesse vontade política”.

Aliás, “os vereadores do PSD apresentaram, há duas semanas, uma proposta para a isenção das rendas nos espaços comerciais na dependência do Município, que foi chumbada, proposta essa que ia ao encontro daquilo que foi a auscultação feita aos comerciantes e que, no fundo, permitiria que estes não tivessem de assumir estes encargos no próximo ano, ou seja, traduzia uma solução efetiva e, não, uma solução temporária, como é o caso desta moratória”, reforça a vereadora, lamentando que, mais uma vez, o Executivo não tenha sido capaz de perceber “os graves problemas que estes comerciantes atualmente enfrentam, numa ajuda que, sendo importante, não deixa de ser um presente envenenado, o que tem de ser dito, frontalmente, a todos os madeirenses e, especialmente, aos Funchalenses e a estes proprietários”.

Sublinhando que, neste momento, alguns comerciantes da cidade enfrentam problemas muito graves, estando mesmo em causa a sobrevivência dos seus negócios, nomeadamente no Mercado dos Lavradores, Nadina Mota faz questão de vincar que, mais uma vez, este é o exemplo de uma autarquia “que tem dinheiro e não investe nas pessoas, que tem Orçamento e não ajuda quem mais precisa e que revela não ter qualquer sensibilidade para com as dificuldades que os feirantes atravessam, limitando-se a tomar decisões que representam, apenas e só, o alargamento dos prazos e o seu impacto negativo, no próximo ano”.

Nadina Mota que, na ocasião, lamentou, ainda, o facto do Voto de Louvor ao Governo Regional, proposto pelo PSD, pela forma como se geriu o combate e a contenção da pandemia COVID19 – "reconhecimento esse que seria da maior e mais elementar justiça ao trabalho realizado, até porque é graças a ele que somos atualmente exemplo nesta matéria" – tenha sido chumbado pelo Executivo Municipal. “Partidos à parte, julgamos que seria importante reconhecer todo o trabalho que foi desenvolvido, sem esquecer que, se hoje em dia podemos usar o chavão de que o Funchal é uma cidade segura e podemos vender essa imagem, isso deve-se, indiscutivelmente, ao trabalho levado a cabo pelo Governo Regional”, rematou.