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Notícias
  Terça, 23 Junho 2020

“É fundamental que a TAP não se esqueça de que a Madeira faz parte de Portugal e minimize, rapidamente, a desconsideração com que tem vindo a tratar todos os madeirenses, ao longo do tempo, abrindo novas rotas para a Região e ajudando a que, nesta fase de retoma e de recuperação do turismo, possamos ter mais ligações que não apenas aquelas que hoje são operadas, pela companhia, desde Lisboa e do Porto”.

A afirmação é do deputado Paulo Neves que, hoje, na audição que decorreu, na Assembleia da República, ao CEO da TAP, teceu duras críticas ao que considerou ser “uma gestão atípica” que não atende àqueles que são os interesses e as reais necessidades, neste caso da Madeira.

“Não é compreensível que a TAP só tenha rotas dos aeroportos da Madeira para Lisboa e Porto, o que é manifestamente insuficiente e, por isso, seria importante retomar os voos diretos para cidades da Alemanha e da Inglaterra, entre outros principais mercados emissores, nesta fase que é crucial para a recuperação do turismo regional”, disse, na ocasião, o deputado madeirense, apelando a que a companhia, no seu Plano Estratégico, seja capaz de incluir essas novas ligações, a favor de uma competitividade que, nesta altura de retoma do setor, é essencial para o destino.

Paulo Neves que, na sua intervenção, criticou, ainda, a “gestão atípica” que impera na companhia, afirmando não fazer sentido o facto de “termos um Estado que tem 50% das ações mas que não manda, termos os privados com apenas 45% que fazem tudo o que querem e termos o acionista Estado que, pese embora as críticas que tece à TAP, está disponível para injetar na companhia mil milhões de euros, quando, perante outras necessidades muito mais graves e urgentes, se demite das suas responsabilidades”.