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Notícias
  Segunda, 22 Junho 2020

Social-democrata defende que o Governo Regional deve ser ouvido quanto ao futuro da companhia aérea e espera que a reestruturação em curso não prejudique, ainda mais, a mobilidade de e para a Região. “Bem pelo contrário, é essencial que se reforcem as frequências, que se diminua o preço das tarifas praticadas e que se retomem as ligações em falta às nossas comunidades”, afirma

Numa altura em que se discute o futuro da TAP e face ao empréstimo que vai custar cerca de mil milhões de euros ao erário público – dinheiro oriundo dos contribuintes portugueses, incluindo os contribuintes regionais – é fundamental que o Governo Regional, representativo de todos os madeirenses e porto-santenses, tenha uma palavra a dizer para que a reestruturação em curso, nesta companhia, não agrave as injustiças e as dificuldades ora existentes e represente,  sim, uma oportunidade de expansão e de afirmação da nossa própria Região. A opinião é de Paulo Neves, deputado eleito pelo PSD/M à Assembleia da República que, nesta segunda-feira, fez questão de sublinhar a importância da TAP, exigindo que a companhia, no seu plano estratégico e a curto e médio prazos, olhe para a Madeira com outra responsabilidade, bom senso e capacidade de crescimento.

Vincando que a TAP tem uma importância vital para a Madeira e deixando claro que são também os contribuintes da Madeira que participam nas suas contas e, concretamente, no empréstimo que agora servirá para sustentar a sua continuidade no mercado, Paulo Neves elenca algumas questões que devem estar sempre presentes e, concretamente, neste momento decisivo em que se espera que todas as decisões a tomar – pelo Governo da República, que agora quer mandar na companhia – sejam responsáveis e rigorosas.

A primeira, explica, tem a ver com a obrigação constitucional da companhia quanto ao princípio da continuidade territorial, obrigação essa que deve ser valorizada. “Numa altura em que se fala de reestruturação e quando se coloca a hipótese da diminuição de rotas, frequências e lugares para alguns destinos, é bom que se tenha presente que não é aceitável nem nunca aceitaremos a redução do número de frequências entre o continente e a Região, seja para a Madeira seja para o Porto Santo, desde Lisboa ou Porto. Bem pelo contrário, queremos reforço e acreditamos que esse reforço é viável e oportuno, nesta fase”, sublinha.

Reforço que deve obrigar, todavia, a que a TAP não olhe para a Madeira apenas do ponto de vista económico, “aplicando tarifas que são absolutamente escandalosas de tão elevadas que são para os nossos residentes e estudantes – sobrecarregando o erário público, que assume o pagamento do subsídio de mobilidade – mas também para os turistas nacionais, que, nesta fase, não têm disponibilidade para pagar 400 ou 500 euros, por exemplo, por uma viagem ao Porto Santo”. Valores que contrariam, aliás, a estratégia de promoção do turismo interno que o Governo da República está a assumir – e bem – para recuperar a economia, após a pandemia, salienta. 

Em segundo lugar, prossegue, “é fundamental que a TAP, no seu Plano Estratégico, olhe para a Madeira como uma oportunidade de negócio onde novas rotas são possíveis de operar”, não sendo aceitável que a Madeira, sendo um grande destino turístico nacional, não tenha ligações diretas aos seus principais mercados emissores – nomeadamente a Inglaterra e Alemanha – com os quais já esteve ligada pela TAP. 

Finalmente, “é crucial que se retomem as ligações às nossas comunidades e nós sempre defendemos, desde a primeira hora, essa retoma, seja para a Venezuela seja para a África do Sul, sendo que, no caso da Venezuela, defendemos que, pelo menos, um dos três voos semanais que ligam o nosso País a Caracas faça escala na Madeira”, enfatiza, lembrando, também, o restabelecimento da operação a Joanesburgo, depois de alguns anos que já contam desde a sua interrupção.