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Notícias
  Quarta, 17 Junho 2020

“Quando temos particulares, empresas e outras entidades a quem o Estado Português concedeu – e bem – moratórias nesta fase difícil, qual é a razão para negar e insistir nessa recusa à Madeira”, pergunta a deputada do PSD, que, mais uma vez, confrontou o Ministro das Finanças com o que considera ser uma injustiça inqualificável para com os Madeirenses e Porto-Santenses

Na discussão, na generalidade, do Orçamento suplementar que teve lugar, esta tarde na Assembleia da República e que contou com a presença do Primeiro – Ministro e dos membros do Governo, a deputada Sara Madruga da Costa voltou a insistir, junto do Ministro das Finanças, para que, “de uma vez por todas e perante todos os portugueses, o Governo explique, cabalmente, qual é a razão que o leva a tratar a Madeira de forma diferente do restante território nacional" e se existe ou não alguma impossibilidade legal ou prática para que se conceda, conforme pretendido, uma moratória das próximas prestações a pagar no âmbito do PAEF, o que, conforme referiu, “o Governo sabe e bem que não há”.

“O que existe é um tratamento discriminatório que não tem qualquer sentido e ainda se torna mais grave quando afeta milhares de cidadãos tão portugueses quanto aqueles que vivem em Lisboa, no Porto, no Algarve ou noutra zona qualquer do nosso País”, frisou.

“Quando temos particulares, empresas e outras entidades a quem o Estado Português concedeu – e bem – moratórias nesta fase difícil, qual é a razão para negar e insistir nessa recusa à Madeira?”, questionou a deputada, numa ocasião em que fez questão de deixar claro que “há uma explicação que se impõe e exige, a todos aqueles que, desde o passado mês de março, esperam por uma resposta que, nem sequer sendo aprovada, por maioria, na Assembleia da República, é respeitada pelo Governo Central”.

Sara Madruga da Costa que, na sua intervenção, chegou a perguntar se o problema contra a Madeira estaria relacionado com questões políticas e partidárias: “é pelo facto de termos um Governo Regional do PSD? É que, se assim for, ainda é mais grave e certamente que não é aceitável, para ninguém, termos um Governo da República que governa, apenas, para o seu Partido e que discrimina os madeirenses que são portugueses como todos os outros.

Diante do Primeiro-Ministro e de todos os membros do Governo da República, Sara Madruga da Costa terminou a sua intervenção com um aviso: “não aceitamos, repito, não aceitamos que não seja concedida uma moratória à Madeira”.