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Notícias
  Terça, 16 Junho 2020

Eurodeputada exige que seja salvaguardada a justa distribuição geográfica das rotas – mantendo voos regulares de e para os aeroportos de Faro e Porto e evitando a centralização no aeroporto de Lisboa – mas, também, que seja salvaguardado o princípio da continuidade territorial tendo em devida conta as Regiões Autónomas Portuguesas, Madeira e Açores

Enquanto membro efetivo da Comissão dos Transportes e Turismo, a eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar enviou hoje uma missiva à Comissão Europeia, subscrita pela sua bancada, a questionar sobre a autorização, por esta Instituição, ao Governo da República, para conceder um empréstimo de 1.200 milhões de EUR à TAP. 

Uma vez que as condições do acordo e da intervenção do Governo Português na dita companhia aérea não são públicas, a deputada do PSD exige que seja salvaguardada a justa distribuição geográfica das rotas, mantendo voos regulares de e para os aeroportos de Faro e Porto e evitando a centralização no aeroporto de Lisboa mas, também, que seja salvaguardado o princípio da continuidade territorial tendo em devida conta as Regiões Autónomas Portuguesas, Madeira e Açores.

“Perante uma ajuda desta dimensão, os portugueses precisam de ter acesso às condições deste acordo, pois estamos a falar de pessoas que, mais uma vez, poderão sair lesadas. Caso a reestruturação preveja uma redução do número de rotas e horários e o aumento do preço dos bilhetes, estaremos perante uma situação que limitará, ainda mais, a mobilidade de populações que, hoje, enfrentam maiores dificuldades perante a atual crise" afirmou Cláudia Monteiro de Aguiar.

Refira-se que a Comissão Europeia aprovou o empréstimo do Estado Português à TAP no valor máximo de 1.200 milhões de euros, por um prazo de 6 meses. Caso a transportadora aérea não consiga reembolsar o montante financiado no final deste período, terá de apresentar um plano de reestruturação, que poderá implicar uma redução da frota, a desativação de rotas menos rentáveis, o despedimento de trabalhadores e a diminuição dos salários dos quadros de topo e administradores. Estas condições terão agora de ser negociadas entre o Estado e os acionistas privados, Humberto Pedrosa e David Neeleman.