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Notícias
  Sexta, 22 Maio 2020

“É inaceitável que a retoma da operação aérea entre a Madeira e o Porto Santo esteja em causa, assim como é incompreensível que, nesta altura, os Porto-Santenses sejam confrontados com esta indefinição, que o Governo da República, responsável pela concessão desta linha, tem de saber esclarecer e resolver”. A posição é do deputado do PSD/M eleito à Assembleia da República, Paulo Neves que, reforçando a necessidade urgente de encontrar uma resposta para esta ligação, adianta que os deputados do PSD/Madeira eleitos à Assembleia da República ponderam chamar o Ministro das Infraestruturas ao Parlamento nacional para que este garanta que “logo que existam condições para a reposição dos voos entre as duas ilhas, haverá avião para o fazer”.

“É preciso perceber que o que está aqui, em cima da mesa, é uma ligação inter-ilhas que, do ponto de vista do transporte aéreo, não tem outra alternativa e julgamos que, independentemente do operador, esta linha não pode deixar de ser operada e é isso que se espera que o Governo da República possa garantir”, reforça o Social-democrata, sublinhando que "o que não pode acontecer é que os Aeroportos reabram e não exista operação".

Segundo vinca, “não basta estabelecer contacto nem falar nos corredores, é preciso que o Ministro com a tutela dos Transportes explique aos deputados e, acima de tudo, aos Madeirenses e Porto-Santenses, na Assembleia da República, qual é a sua estratégia de mobilidade para o País e que medidas irá tomar para que o Porto Santo não seja ainda mais penalizado na sua condição de insularidade e ultraperiferia”. Isto “a par da necessária continuidade territorial que a suspensão desta linha coloca em questão”, reforça.

“Basta que haja capacidade e vontade política”, enfatiza o deputado madeirense, frisando que, numa altura em que a recuperação económica se impõe e em que a aposta no turismo interno parece ser a mais viável resposta para ultrapassar a crise, “não faz qualquer sentido que se criem estes constrangimentos e que se limite a procura pelo Porto Santo, por parte dos Madeirenses, restringindo a mobilidade à ligação marítima”.