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Notícias
  Quinta, 21 Maio 2020

“Este Executivo socialista tem pactuado a sua atuação pela mera propaganda política, nomeadamente no respeitante à promoção imobiliária, mas, na realidade, quando chega a altura de decidir e de dar resposta aos pedidos e solicitações dos empresários que querem investir na cidade, não é capaz de o fazer atempadamente”. A afirmação é de Paula Menezes, vereadora do PSD eleita à Câmara Municipal do Funchal que, hoje, no final de mais uma reunião de Câmara, fez questão de sublinhar “a falta de estratégia, a ausência de visão e mesmo a contradição que existe entre aqueles que dizem defender o investimento no Funchal e que, simultaneamente, só o dificultam, impedindo que o mesmo avance e se concretize, ano após ano”.

A vereadora do PSD avança ainda vários exemplos concretos da inércia da autarquia com os seus próprios imóveis e projetos, relembrando não só a tão badalada recuperação da Confeitaria Felisberta (que se arrasta desde 2016) como, também, os projetos de recuperação do Matadouro e da ETAR do Funchal que tardam em se concretizar.

No caso em apreço desta declaração, está o facto de os empresários ligados ao Hotel LGBTI, a construir na zona velha – o primeiro a construir no País – estarem à espera da resposta da Câmara Municipal do Funchal há mais de um ano para executarem o seu projeto. Uma falta de resposta que a vereadora considera “inaceitável”, tanto mais quando “o Funchal precisa, mais do que nunca, de captar e viabilizar este tipo de investimentos, a favor da economia e da geração de emprego, tão fundamental numa fase como esta que atravessamos”.

“Não tem qualquer cabimento que se deixem os nossos empresários – cidadãos cumpridores, que pagam os seus impostos e que cumprem com tudo aquilo que lhes é exigido – eternamente à espera de resposta, sabendo que estes querem investir na Região mas que, se esta capacidade lhes é negada, têm toda a legitimidade de abandonar os seus projetos”, reforça Paula Menezes, numa postura de desmazelo que, conforme frisa, “acaba por não surpreender, quando temos uma Câmara Municipal que, nos próprios imoveis que são da sua tutela e que estão sob a sua responsabilidade de intervenção, nada faz há largos anos”.

Paula Menezes que, ainda na perspetiva do apoio às pequenas e médias empresas da cidade, fez questão de lamentar que, mais uma vez, o PSD tenha visto ser chumbada uma proposta, apresentada pelo seu Partido, para que a Câmara permitisse a suspensão do contrato de fornecimento de água e eliminasse os custos com a sua reativação, bem como de todas as taxas fixas aos empresários que assim o solicitassem. “Uma proposta que acabaria por ser mais uma forma de desonerar as empresas com custos mensais que estão a ter quando não têm qualquer tipo de rendimento, algo que, pelos vistos, não merece a atenção ou sequer a preocupação deste Executivo”, rematou.