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Notícias
  Quarta, 11 Março 2020

“Faz todo o sentido que a União Europeia desenvolva todos os esforços para reforçar a sua segurança, defesa e a proteção dos seus cidadãos e a Cooperação Estruturada Permanente (CEP) é o mais recente passo dado com este objetivo. Todavia, é importante que Portugal agarre esta oportunidade única de modernização das suas Forças Armadas, aumentando o nível da despesa de investimento e da dedicada à investigação, desenvolvimento e inovação na área da defesa”. A afirmação é do deputado Social-democrata Sérgio Marques que, esta manhã, na Assembleia da República, deixou clara a necessidade de o Governo da República participar, ativamente, neste processo de cooperação,  entendido enquanto “uma oportunidade única de contribuirmos para o reforço da vertente Atlântica da União Europeia (agora desguarnecida pelo Brexit), mas, também, para pormos em relevo o nosso recurso estratégico mais relevante – o mar que preenche e circunda o nosso triângulo territorial: Continente / Açores e Madeira – e de renovarmos, apetrecharmos e melhor operacionalizarmos os nossos Corpos de Segurança”.

Sérgio Marques que, na sua intervenção, fez questão de sublinhar a necessidade de contrapor “as graves carências com que, atualmente, se debatem as Forças Armadas, sob pena de comprometermos a nossa participação plena na Cooperação Estruturada Permanente (CEP), assim como o acesso de Portugal ao Fundo Europeu de Defesa e o desenvolvimento da nossa base tecnológica e industrial, no sector da defesa, da qual resultam efeitos benéficos para toda a nossa economia, pelo envolvimento crescente de novas PME’s em atividades ligadas ao cluster aeronáutico, à indústria de construção naval, à ciberdefesa, ao têxtil, entre outros”.

“Portugal não pode perder esta oportunidade de alavancar o seu crescimento económico e a verdade é que, nos últimos anos, a Lituânia, Eslováquia, Estónia e Polónia, já nos passaram à frente e que, a este ritmo, não tardará muito para estarmos, de novo, na cauda da Europa”, disse, na ocasião, o Deputado madeirense, criticando as declarações do Primeiro-Ministro, que disse que as perspetivas de crescimento são condicionadas pelas obrigações decorrentes da adesão de Portugal à moeda única ou pela enorme dívida pública, "quando sabemos que vários países da zona euro crescem bem mais do que nós e que os atuais juros baixos removeram grande parte dos entraves que a enorme dívida pública poderia constituir”.

Acima de tudo, vincou, “são fatores endógenos, que as políticas do Governo da República não conseguem ultrapassar, que limitam o nosso crescimento e é imperioso que, a tempo, se consiga inverter este rumo”.