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Notícias
  Segunda, 24 Fevereiro 2020

“O Governo da República ja teve mais de quatro anos para alterar o sistema de mobilidade, um sistema que já devia estar em prática, há muito, para benefício dos nossos residentes e da acessibilidade que se defende para uma Região insular e ultraperiferica como a nossa”. A afirmação é do deputado Social-democrata Paulo Neves que, esta manhã, acompanhado pelos seus colegas de bancada, esteve junto à Pista do Aeroporto Internacional da Madeira para frisar que “o Governo da República não pode alegar que precisa de mais um ou dois anos para encontrar uma solução para a mobilidade quando já teve quatro anos, no passado”.

Mais, lembrou o deputado, “convém não esquecer que aprovámos, em julho, ou seja há sensivelmente sete meses, uma legislação que obrigava o Governo da República a alterar o sistema, o que não foi feito, mesmo depois de também ter sido validada legislação nesse sentido, aquando da aprovação do Orçamento de Estado.

“O PSD, através dos seus deputados eleitos à Assembleia da República, insiste, há quatro anos, para que se mude o sistema e julgamos que se houver boa vontade, responsabilidade e bom senso nesta questão serão, certamente, encontradas as melhores soluções”, referiu, na ocasião, Paulo Neves, sugerindo ao Governo de António Costa que se inspire nas boas medidas e modelos que, nesta área, o Governo Regional da Madeira assumiu, nomeadamente no que toca à mobilidade dos Estudantes, através do Programa Estudante Insular.

“O que não podemos aceitar é qualquer solução ou que se assuma uma solução que prejudique os Madeirenses e que contrarie, no fundo, o espírito e a motivação desta alteração ao sistema”, reforçou o deputado do PSD, insistindo, todavia, que não existe qualquer necessidade de prorrogar mais prazos ou de esperar anos e anos para uma situação que já espera há mais de quatro.

“Somos pela lei do mercado mas não somos pela lei da selva”

Assumindo que o problema não é o sistema mas, sim, as tarifas elevadas e totalmente abusivas que são praticadas na linha entre o continente portugues e a Madeira - concretamente pela TAP - o deputado madeirense reforçou que não é aceitável que o Governo da República se demita das suas responsabilidades, alegando que este é um problema de gestão e que nada pode fazer.

“Não é verdade que este seja um problema de gestão, até porque quem paga manda e, se não manda, é porque não quer mandar, sendo o sócio maioritário da empresa”, realçou, frisando que se o Ministro das Infraestruturas pode mandar nas remunerações dos administradores da empresa - como se viu na semana passada - também pode mandar e influenciar a descida de preços que são praticados pela companhia e que tanto penalizam quem aqui vive.

“Temos mais do que tempo para adoptar um sistema que seja mais justo, eficaz e eficiente e que, acima de tudo, não coloque, seja de que forma for, a mobilidade desta Região em causa e é esse o alerta que o PSD deixa novamente, até para que não se leve mais quatro anos a decidir ou a implementar o que já devia estar, há muito, a funcionar”, concluiu.