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Notícias
  Sábado, 25 Janeiro 2020

O Governo Regional, através da empresa Água e Resíduos da Madeira (ARM) vai investir em cerca de 200 zonas de medição e controlo, com o objetivo de monitorizar online e remotamente as redes de distribuição.

Uma medida que vai permitir melhorar a gestão e eficiência dos caudais, uma vez que possibilitará identificar eventuais situações de rutura ou de consumo desfasado da realidade, conforme salientou o deputado Nuno Maciel, numa visita do Grupo Parlamentar do PSD à Estação de Tratamento de Águas (ETA) da Alegria, em São Roque.

O deputado lembrou que, para 2020, a ARM tem um orçamento de 38,5 milhões de euros, sendo a maior parte deste valor destinado à gestão e eficiência da rede de água, com vista a evitar as perdas.

Nuno Maciel sublinhou que estas medidas se inserem também numa estratégia de mitigação dos efeitos das alterações climáticas, ressalvando que “a política ambiental tem de ser feita, acima de tudo, com investimentos concretos”, mais do que com “chavões, ações de sensibilização e páginas de jornais”.

Há, segundo o deputado, um grande trabalho já realizado pelo Governo Regional e que tem implicado decisões e ações concretas.

Apesar disso, sublinhou Nuno Maciel, a partir do momento em que as redes são disponibilizadas em baixa, torna-se difícil para o Governo controlar o que vai acontecer.

“Nós temos perdas médias regionais na ordem dos 70%, o que é um valor claramente excessivo”, referiu, adiantando que esta será uma realidade difícil de inverter se “não houver uma concertação coletiva de todos os parceiros”.

“Importa que todos os que recebem a água e a gerem em baixa, tenham esta capacidade de perceber que é preciso fazer opções de investimento e essas opções de investimento é que se vão traduzir, efetivamente, na capacidade de nós podermos mitigar as consequências das alterações climáticas que a nossa Região também sente”, disse.

Nesse sentido, Nuno Maciel afirma que “o Governo Regional está a fazer o seu trabalho, está a investir, tem as opções no terreno e, certamente, que, dentro de pouco tempo, vamos ter muitos melhores resultados para apresentar”. No entanto, continuou, “é importante que todos os municípios percebam que cada um tem que fazer a sua parte” porque, de outra forma, “não conseguiremos inverter este processo, ter melhores resultados ou mostrar melhor dinâmica nesta perspetiva das alterações climáticas e as implicações que elas possam ter no nosso meio ambiente”.

O deputado salientou que cada cidadão em média, na Madeira, consome o triplo de água de um cidadão ao nível nacional, o que acontece não porque a consome efetivamente, mas porque há uma perda entre o abastecimento e o fornecimento em alta e aquilo que chega a casa. “Sem esta intervenção a meio será impossível”, acrescentou.