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Notícias
  Quinta, 9 Janeiro 2020

“Não basta anunciar grandes investimentos, que não passam de intenções, quando não temos vontade nem capacidade para resolver os problemas e para corresponder, por essa via, às necessidades diárias da cidade do Funchal e de cada um dos nossos Munícipes”. A afirmação é da vereadora do PSD Paula Menezes que, hoje, naquela que foi a primeira reunião do Município em 2020, trouxe à discussão aquilo que considera ser “apenas mais um dos muitos exemplos que deixam evidente a falta de capacidade e de intervenção desta autarquia, no concelho, neste caso relacionados com as perdas de água”.

“Trouxemos a esta reunião inúmeros casos de perdas de água na rede, porque, na realidade, continuamos a verificar uma total inoperância, por parte da Câmara Municipal do Funchal, em resolvê-los, pese embora os nossos alertas”, sublinhou, na ocasião, a vereadora Social-democrata, frisando que “não são aceitáveis os elevados níveis de perda de água nas redes, um bem que é limitado, quando se sabe que a água que é abastecida à cidade do Funchal seria suficiente para abastecer a ilha inteira”.

Reconhecendo que a Câmara Municipal do Funchal tem vindo a anunciar o investimento e candidaturas a projetos nesta área, na perspetiva do longo prazo, Paula Menezes salienta, todavia, que esta é uma intervenção necessária mas que não resolve, só por si, os restantes problemas diários, relativamente aos quais é fundamental que se assegure uma resposta célere e eficaz, “resposta essa que não tem existido”.

A este propósito lembra, aliás, que o PSD já apresentou propostas e já defendeu, por diversas vezes, junto do Executivo, o reforço das equipas de piquete e de reparação, assim como dos meios associados a estas intervenções, por forma a garantir a solução atempada das mesmas, numa perspetiva complementar entre as respostas que têm de ser dadas diariamente e aquelas que, pela sua natureza e complexidade, levam mais tempo a preparar.

“No nosso entender, há e tem de haver, nesta matéria, dois tipos de intervenção: uma a longo prazo, relacionada com investimentos que precisam de ser feitos – até porque a autarquia, nos últimos anos, pouco ou nada tem investido na rede – e, outra, a curto prazo, no imediato, que vise a resolução rápida e eficaz do que acontece no dia-a-dia”, defendeu a vereadora do PSD, sublinhando que esta falta de capacidade em responder às necessidades do quotidiano das populações que vivem no concelho do Funchal é, infelizmente, transversal a todas as áreas.