• bannerSitePSDM3jan2020.jpg
Notícias
  Quarta, 8 Janeiro 2020

O deputado Carlos Fernandes denunciou hoje mais uma atitude "ditatorial e fascista" do socialismo de Nicolas Maduro, na Venezuela.

Numa intervenção antes do período da ordem do dia, o deputado lembrou que todos os anos, a 5 de janeiro, o Presidente da Assembleia Nacional deve tomar posse, mas um dia antes dessa da cerimónia da tomada de posse, tal como dita a constituição venezuelana.

Contudo, este ano, quando "no dia 4 de janeiro, um dia antes da tal tomada de posse, os deputados da maioria parlamentar encontravam-se num hotel da cidade de Caracas, onde decorreu uma série de reuniões para preparar o dia seguinte", a  resposta "da ditadura socialista a esta normal preparação foi, desde logo, perturbar a noite dos deputados democratas, através do serviço bolivariano de inteligência, que chegou por volta das 2 da manhã, a pedir que abandonassem o local devido ao suposto alerta de existência de um artefacto explosivo".

"Depois, no dia 5 de janeiro, o mundo inteiro conseguiu ver como a Polícia Nacional Bolivariana e a Guarda Nacional Bolivariana trataram o presidente interino da Venezuela e os deputados da maioria parlamentar. Foram tratados como delinquentes, sem respeito e foram impedidos de entrar no parlamento. Com todo este terror arquitetado a ter lugar fora da assembleia, o Madurismo colocava em prática a estratégia preparada com os seus deputados comparsas. Estratégia, essa, que foi a de comprar deputados e deputadas e, com eles, criar uma nova diretiva."

O deputado salientou que a estratégia "foi a de, mais uma vez, trair a democracia, a Venezuela e o seu povo, usando os votos dos deputados do Partido Socialista, votos que, esclareçamos, não eram suficientes para eleição de uma nova diretiva da Assembleia da República da Venezuela".

Nesse sentido, considera que "a 5 de janeiro, o mundo foi testemunha de um golpe ao Parlamento Venezuelano". Nesse dia, continuou, "assistimos a mais uma traição à democracia, a mais um momento de opressão, a mais um momento de retaliação perpetrado pelo socialismo, que tanto tem sancionado o povo venezuelano e cuja ação nos deve envergonhar a todos e a todas".

Apesar desta situação, sublinhou, Juan Guaidó, em nome da democracia e da Venezuela, não se deixou ficar e, com os deputados da maioria democrática, numa sessão organizada na sede do jornal “el nacional”, foi eleito presidente do Parlamento, tendo sido votado por cerca de 100 deputados.

Carlos Fernandes referiu que, "hoje e cada vez mais, o povo da Venezuela e os mais de 300 mil portugueses e lusodescendentes que ainda lá residem precisam da nossa solidariedade e do nosso acompanhamento".

"Não podemos fechar os olhos aos repetidos golpes que têm lugar naquele país, aos repetidos ataques à democracia, nem, tão pouco, à perseguição política, à fome, ao crime e à insegurança que se fazem sentir. A Venezuela precisa de nós. E nós todos, precisamos de perceber e de esclarecer o mundo que o que aconteceu a 5 de janeiro é, sem dúvida, o espelho do regime socialista e do poder desmedido".

O deputado afirmou que a pobreza, a miséria, o uso da violência, a corrupção, a batota eleitoral, a falta de justiça e de liberdade fazem-se sentir diariamente. Por isso, a Venezuela precisa da nossa ajuda. "Não basta o Ministério dos Negócios Estrangeiros aparecer no Twitter com palavras conforto que reclama uma solução politica. Exigimos uma diplomacia mais ativa. Precisamos de mais atos e menos palavras."

"Necessita de uma ação concisa e que tenha impacto na crise política e humanitária daquele país e que já gerou aquela que é, por agora, a segunda maior crise de refugiados do mundo", adiantou, acrescentando que "a União Europeia tem de acompanhar os desenvolvimentos desta crise, não só reclamando a tal solução política, mas trabalhando, de forma efetiva, para elevar os direitos fundamentais dos venezuelanos".

Carlso Fernandes sublinhou que “Maduro é muito mais do que um ditador militar: é um ditador socialista, porque, para que conste, com tudo o que está à vista e para que nos recordemos, o problema não é a Venezuela, é a ditadura socialista.”

Num pedido de esclarecimento a Carlos Fernandes, o deputado Carlos Rodrigues lamentou as atitudes do socialismo e referiu que elas não se resumem, infelizmente, à Venezuela, lembrando que, ainda nesta semana, em Espanham o partido Socialista Operário, não teve qualquer pejo, apenas para chegar ao poder, em se aliar ao independentistas catalãs, que há muito pouco tempo atrás "obrigaram a ser condendaos pela justiça espanhola". Tarta-se de um "partido irmão" do PS em Portugal, que não teve "vergonha em se aliar àqueles que há 6 meses chamavam de traidores".

"A única conclusão que nós podemos tirar nesta matéria é que o Partido Socialista deita-se com quem quer, independentemente das ideologias, e apenas olha para as instituições e para a democracia como uma forma de chegar ao poder", afirmou, acrescentando que "não tem honra, não tem ética e não tem moral, apenas quer o poder pelo poder".