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Notícias
  Terça, 7 Janeiro 2020

O deputado Bernardo Caldeira contrapôs hoje a declaração do Presidente do Conselho de Administração da Transportadora Aérea Portuguesa - "A TAP ama a Madeira" -, que fez título na capa de um matutino regional em março de 2019 com o que se tem verificado nos últimos tempos".

Esse amor, que mais parece rancor, tem sido "notório", ao longo dos últimos anos, salientou, dizendo acreditar que "o Porto Santo foi a primeira vítima deste grande rancor, perdão, amor", quando durante dois anos ficou sem qualquer ligação durante o Inverno ao Continente Português.

Está também "patente nos preços exorbitantes das viagens, praticados pela empresa ao longo de todo ano, chegando em algumas alturas do ano, naquelas em particular em que são os estudantes que mais necessitam de regressar ou partir, a atingir valores proibitivos, para não utilizar a expressão “pornográficos”".

Isto, apesar da continuidade territorial dos cidadãos ser uma responsabilidade que é única e exclusiva rdo Governo da República, que, com a conivência dos socialistas da Madeira, lava as mãos, "recusando apresentar qualquer medida com o objetivo de resolver e corrigir esta situaçã"o.

Felizmente, adiantou o deputado, os madeirenses e porto.santenses contam "com um Governo Regional liderado pelo PSD, que não descansou enquanto não encontrou uma solução para todos os estudantes universitários, disponibilizando o Programa “Estudante Insular” , que só no Natal de 2019, beneficiou 1897 estudantes".

Contudo, lembrou Bernardo Caldeira, o último episódio deste amor /rancor pela Madeira verificou-se recentemente. Em plena quadra natalícia, salientou, "a TAP, com a anuência do seu sócio maioritário, o Governo Central Socialista, quis brindar todos os Madeirenses e Porto-santenses com mais uma prenda no seu sapatinho, ou seja, mais uma penalização. Criaram um “brainstorm” com o objectivo de inventar mais uma forma de penalizar a Região, por achar insuficiente o lucro superior a 20 Milhões de Euros que esta rota lhes dá! Assim, toca a inventar um suplemento tarifário, denominado “Surcharge” “Q” , ou seja, uma sobretaxa, com efetividade imediata, sendo aplicável a todas as rotas entre a Madeira e o Continente e Vice-versa, com valores variáveis entre os 10 e os 50 euros, nos períodos de pico de procura, ou seja, nos períodos de maior necessidade".

Curiosamente, adiantou o deputado, esta medida é aplicada poucos dias depois de terem entrado em vigor novos adicionais tarifários nestas mesmas rotas, variáveis entre os 3 e os 33 euros por percurso, o que no seu expoente máximo traduz-se numa penalização superior a 100 euros".

O que classificou de "vergonhoso", uma vez que "a TAP tenta, quase anedóticamente, defender-se ao referir que as penalizações com maior expressão apenas irão ocorrer nas tarifas, pasme-se, de classe económica de valor mais elevado", quando "só no Programa Madeira Insular, 80% das viagens são compradas nestas tarifas, logo são os estudantes madeirenses e porto-santeses os mais prejudicados com esta medida".

Bernardo Caldeora disse ainda ser "inadmissível que o Governo da República do Partido Socialista, na qualidade de proprietário da maioria do capital da TAP assuma um papel apenas de observador nas medidas e políticas por parte desta empresa que tanto tem penalizado a Região. E tudo isto com a conivência e silêncio do Partido Socialista da Madeira".

"Numa matéria de extrema importância e mesmo de justiça, para todos os madeirenses e porto-santenses, do Partido Socialista da Madeira nem uma palavra, nem do que acha que manda, nem do que finge mandar. É demasiado mau termos uma oposição tão agachada a Lisboa e que ponha interesses particulares e partidários à frente daqueles que são os reais interesses de toda uma população da Região Autónoma da Madeira. A que se deve este silêncio, esta cumplicidade com este mal-tratar a Região? Ao pensar nesta situação, admito que levei quase um segundo a chegar a uma conclusão… lembrei-me que o Presidente da Comissão Regional do Partido Socialista da Madeira é membro do Conselho de Administração da TAP. Há coincidências fantásticas."

Também o líder do Grupo Parlamentar do PSD, Jaime Filipe Ramos salientou que, passados dois anos, após a audição ao presidente do Conselho de Administração da companhia aérea, a  TAP continua a gozar dos madeirenses que pagam. E não só os madeirenses pagam como também o Orçamento do Estado está a pagar forte e feio o subsídio social de mobilidade por esses abusos da TAP e tudo isto tem a cumplicidade do Governo da República".

Por seu lado, o deputado Carlos Rodrigues lamentou a atitude do PS e do Governo da República, afirmando que "a TAP faz mal aos madeirenses, não promove a coesão territorial e sendo uma empresa pública, o Governo do Partido Socialista tem a obrigação de intervir diretamente, de maneira a corrigir e a acabar  com esta pouca vergonha".