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Notícias
  Sábado, 28 Dezembro 2019
Os deputados do PSD eleitos pela Madeira à Assembleia da República preparam-se para confrontar, logo no início do próximo ano, o Governo da República, a propósito da nova taxa criada pela TAP que, esta semana, foi tornada pública, taxa essa que consideram ser “mais um grave e inaceitável ataque levado a cabo à Madeira e a todos os Madeirenses, especialmente aos estudantes universitários”, conforme sublinha Paulo Neves.
Uma taxa que, recorde-se, veio agravar o custo das viagens aéreas cobrado aos Madeirenses e Porto-santenses neste Natal, agravamento esse assumido e implementado sem qualquer aviso prévio.
“Confrontaremos o Ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos e veremos qual a justificação que será dada a mais esta grave penalização das famílias Madeirenses que volta a estar associada a uma companhia que deveria ter outra sensibilidade e responsabilidade”, argumenta o deputado social-democrata, companhia que, através de mais esta medida, demonstra “a sua total falta de respeito para com os residentes na nossa ilha, ao mesmo tempo que reforça a sua motivação para o lucro e, não, para o bem servir com o qual deveria estar mais preocupada e comprometida”.
Paulo Neves que lembra os preços extraordinariamente elevados que já são praticados nesta rota, aos quais passará a somar mais esta nova taxa. “Não faz sentido termos mais um acréscimo de valor sobre tarifas já de si altíssimas, concretamente nas épocas altas como é o caso do Natal, assim como também é inconcebível que o Governo da República, enquanto maior acionista da TAP e com responsabilidades diretas na criação e manutenção desta taxa, não se pronuncie nem tenha sido capaz de prevenir ou precaver as entidades regionais acerca desta situação”, vincou.
Recorde-se que o PSD/M insurgiu-se, na passada terça-feira, dia 24 de dezembro, contra esta nova taxa, ocasião em que garantiu que a Região iria desenvolver todas as diligências para obter as devidas explicações acerca da sua introdução nas tarifas praticadas pela TAP na linha da Madeira. Uma decisão que consideraram reflectir “a falta de rumo, de estratégia e de planeamento” desta companhia, que pode ainda tornar-se mais grave caso esta taxa não seja elegível ao nível do subsídio social de mobilidade e tenha de ser assumida pelos próprios passageiros.