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Notícias
  Quinta, 19 Dezembro 2019

A incapacidade de corresponder às verdadeiras necessidades dos cidadãos, a inexperiência com que os assuntos têm vindo a ser geridos e na sua larga maioria adiados e a falta de diálogo com os Partidos da oposição e com as próprias instituições públicas são as três grandes marcas que a vereação do PSD regista daquela que foi a gestão do Município do Funchal, em 2019. Uma gestão que, conforme fez questão de sublinhar Rubina Leal – naquela que foi a última reunião do ano desta autarquia – tem sido penalizadora para os Munícipes, a vários níveis e, simultaneamente, reveladora de que não existe, por parte do Executivo nem do seu Presidente, capacidade para gerir ou fazer sequer aprovar o Orçamento do próximo ano, chumbado, pela primeira vez, por todos os Partidos da Oposição.

“Pela primeira vez, assistimos a uma autarquia que vê ser chumbado o seu orçamento para 2020 pelos Partidos com que não soube estabelecer pontes de entendimento”, sublinha, a este propósito, lembrando que as cerca de 27 propostas apresentadas, pelo PSD, neste ano que agora finda, “não foram acolhidas e, aquelas que foram, até ao momento, não foram executadas, o que revela a incapacidade deste Executivo em dialogar e em discutir soluções que são viáveis e positivas para a cidade”.

Rubina Leal que reitera “não ser este o caminho que as pessoas desejam, num Município onde não há investimento, não há obras nem há a preocupação em satisfazer as necessidades básicas da população”, frisando que, no dia-a-dia, “é comum ouvirmos as pessoas a falarem de uma cidade onde não há limpeza, onde não há recolha de lixo adequada, onde os pavimentos e as estradas municipais continuam em mau estado e, no fundo, onde estas necessidades, que deveriam ser a prioridade para qualquer Executivo, mantêm-se ignoradas”.

Promotores à espera há mais de dois anos

Confrontada com as deliberações que, hoje, estiveram em cima da mesa e, concretamente, naquela que dizia respeito ao Plano de Urbanização do Amparo, a vereadora Social-democrata foi taxativa: “Lamentamos que mais uma vez a Câmara assuma que vai fazer um Plano quando os promotores aguardam, pela aprovação dos seus projetos, há mais de dois anos”, sendo este, aliás, o exemplo daquela que tem sido a gestão da CMF no respeitante ao urbanismo, área em que os projetos estão constantemente atrasados, “o que empata e dificulta a vida dos promotores e o respetivo investimento na cidade”, vincou.

Já sobre a abertura do procedimento legal que visa a criação do novo Regulamento de estacionamento da cidade, Rubina Leal alertou para a necessidade do mesmo atender às necessidades de mobilidade dos cidadãos, ao comércio local e, também, à sustentabilidade ambiental. “Não podemos continuar com uma população a envelhecer e com dificuldades de mobilidade e termos mais estacionamentos para as motas do que para as viaturas, assim como também  é preciso olhar para o comércio local e encontrar soluções de estacionamento que promovam esse mesmo comércio e a vinda das pessoas até ao centro da cidade, estacionamento esse sempre que possível gratuito em determinadas épocas doa no conforme foi, aliás, proposta do PSD para esta altura do Natal”, disse, alertando, ainda, para que este novo Regulamento tenha em atenção a promoção de condições e facilidades relativamente aos veículos elétricos.

“Espero que este novo Regulamento não sirva apenas para aumentar o preço dos parques e dos parcómetros dentro da cidade”, rematou.