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Notícias
  Quarta, 4 Dezembro 2019

“A Confeitaria Felisberta é um dos expoentes máximos da inoperância de uma Câmara que prometeu, vai fazer agora um ano e conforme palavras expressas pelo seu anterior Presidente, que logo no início de 2019 arrancaria a reabilitação do Núcleo Histórico de São Pedro e a consequente reabilitação deste histórico espaço da cidade, declarações que, como é visível, não passaram de intenções e correspondem apenas a mais um projeto que ficou na gaveta e que permanece por resolver, desde 2016”. A afirmação é de Jorge Vale, que, nesta tarde e numa visita ao local por parte da vereação Social-democrata, resolveu aludir a este exemplo para justificar o chumbo a um Orçamento que, “por apenas propagandear e nada concretizar em abono do Município do Funchal, não pode merecer a confiança do PSD”.

Uma alusão a mais uma obra de reabilitação que ficou por concretizar na cidade, num prédio que continua degradado há mais de três anos, que surge precisamente na véspera da discussão na autarquia do IMI aos prédios devolutos.

“O projeto de recuperação da Confeitaria Felisberta é um exemplo – entre muitos outros – que ilustra bem não só a incapacidade desta vereação socialista em concretizar soluções para a cidade como, também, a falta de compromisso e de palavra deste Executivo quanto a uma intervenção que foi por si considerada como prioritária e anunciada com pompa e circunstância”, sublinha o Social-democrata, garantindo que o investimento em causa nem é elevado e que é difícil justificar todo este impasse perante uma situação que a CMF tem o poder de operar e licenciar.

“Se a vereação socialista não consegue resolver ou intervir numa situação em que tem poder, sendo sua propriedade, o que é que se pode esperar quando estão em causa assuntos bem mais complexos ou de importância vital para quem aqui vive?”, questionam os vereadores do PSD, alertando que a falta de visão e de organização que caracteriza a atual gestão do Município do Funchal é, infelizmente, visível a vários níveis, não apenas nas obras que ficam por concretizar mas, também, nas respostas que faltam e que penalizam, diariamente, os cidadãos.

“A par da estagnação a que assistimos nesta cidade, temos uma Câmara que não resolve os problemas de salubridade, não controla as pragas, não intervém, de forma célere quanto devia, nos derrames de água, não investe nem reabre os Parques Infantis e não melhora os pavimentos das estradas municipais que tantas reclamações levantam, a par dos problemas de trânsito que se têm vindo a agravar”, exemplifica, a este propósito, justificando que “é por estas e por muitas outras razões, já trazidas a público, que o PSD – em conjunto com todos os outros Partidos da oposição na CMF – não votou nem poderia votar a favor do Orçamento para 2020, até porque isso significaria concordar ou manter o estado de total desgovernação e desmazelo a que infelizmente assistimos, nesta cidade, desde 2013”, rematou.