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  Segunda, 2 Dezembro 2019

“Este impasse a que assistimos no Orçamento representa o estado a que o Partido Socialista deixou chegar a Câmara do Funchal, uma Câmara que desde 2017 ignora e mantém guardadas na gaveta várias recomendações aprovadas por esta Assembleia, que continua a recusar a auditoria, aprovada por esta Assembleia, à empresa municipal Frente Mar Funchal, que pela primeira vez na sua história teve as suas contas reprovadas pela maioria dos deputados desta Assembleia e que hoje, só hoje, esperava contar com os votos a favor para o seu programa, votos que tentou condicionar a vários níveis”. É desta forma que os Social-democratas comentam o voto contra o Orçamento da Câmara Municipal do Funchal, exercido esta manhã, um Orçamento que, conforme sublinham, “conseguiu unir toda a oposição na autarquia”, desmistificando-se, desta forma, a teoria lançada pelo PS local de que o PSD votaria contra sem fundamento e apenas em articulação com o CDS.

“Não foi isso que aconteceu e todos os partidos votaram contra – não foi só o PSD e o CDS – numa posição que deveria ser motivo de reflexão e que, aliás, deveria fazer com que o Executivo camarário percebesse que, afinal, a unanimidade em torno do que é melhor para a cidade apenas existe – e quiçá nem isso – dentro do PS”, reforçam os Social-democratas, que sublinham a sua recusa em pactuar com um Orçamento “que não tem rumo nem estratégia, que acentua a estagnação atualmente evidente para todos, que não traduz desenvolvimento e/ou investimento para o Município e que, acima de tudo, não privilegia a população nem, muito menos, as respostas que, a todos os níveis, têm de ser dadas a quem vive neste concelho”.

“Mais uma vez, em coerência e consciência, o PSD mostrou, através do voto, que em política não basta anunciar e fazer propaganda, tal como tem sido apanágio do Executivo que lidera este Município. O que é preciso é ter estratégia e trabalhar em nome dos Munícipes que nos elegeram e do desenvolvimento integral de um concelho que merece mais, mas, sobretudo, melhor”.

Sublinhando a falta de sensibilidade que esta autarquia denota para gerir os interesses e as necessidades da população a quem deveria servir, assim como a sua incapacidade para apoiar e incentivar o investimento e o trabalho dos empresários, a favor da dinamização económica do concelho, os Social-democratas congratulam-se, assim, pelo voto contra do PSD e das restantes forças políticas e garantem que continuarão a lutar em nome do interesse superior dos Funchalenses, “em nome do desenvolvimento, de uma cidade cosmopolita, com menos impostos, mais apoio social e melhores oportunidades para todos”.

“Hoje votamos um orçamento que se preparava para aumentar impostos às empresas, um orçamento que não devolve todo o IRS às famílias, um orçamento que relega para segundo plano as pessoas em nome de interesses acessórios”, concluem os Social-democratas, garantindo: “Foi para isto que fomos eleitos, para impedir que orçamentos como este sejam aprovados, cuja natureza não merece nem merecerá a nossa confiança”.