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Notícias
  Quinta, 21 Novembro 2019

Num debate realizado esta semana no Parlamento Europeu, sob o tema «Rotas Belgo-Portuguesas para a Economia Azul», a Eurodeputada do PSD Cláudia Monteiro de Aguiar defendeu uma economia do mar mais integrada, objetiva e flexível, tendente a garantir uma verdadeira fonte de oportunidades.

A Eurodeputada reforçou que a “potencialidade da economia dos mares e oceanos é enorme”, nomeadamente na “criação de emprego nas regiões costeiras, nas regiões ultraperiféricas e na capacidade de transposição da tecnologia das universidades para o mundo empresarial, sobretudo nas áreas da biotecnologia, energias renováveis, recursos minerais e aquacultura”.

Contudo, sublinhou, “nada disto será possível sem políticas que promovam o investimento e a investigação. Esta deve ser a linha orientadora da Comissão Europeia”. Pelo seu caráter especifico, solicitou “especial atenção às regiões ultraperiféricas, histórica e naturalmente ligadas à Economia Azul”.

A conferência, promovida em parceria com a Câmara de Comércio Luso-Belga, contou com uma sessão, na embaixada de Portugal, com o objetivo de fomentar a cooperação entre empresas portuguesas e belgas, onde foram apresentados exemplos de boas práticas pelo setor privado, identificadas oportunidades e debatidos os constrangimentos e limitações, fundamentais para que as sinergias entre empresas sejam incentivadas.

Para Cláudia Monteiro de Aguiar, esta economia, “que tanto representa para Portugal e para a Europa”, deve “ter em consideração a componente social” e “proporcionar a sã coexistência dos setores tradicionais e dos sectores mais inovadores e tecnológicos, da pequena pesca costeira artesanal e a de maior escala”.

Num outro debate realizado no período da manhã, no lançamento do livro azul do «Programa Copernicus para os oceanos», um programa da UE de monitorização climática dos mares, o Diretor Executivo da Fundação Oceano Azul, Tiago Pitta e Cunha, a convite de Cláudia Monteiro de Aguiar, sublinhou a importância de ser a Europa a liderar a implementação de políticas que possibilitem a gestão de recursos de forma mais eficiente e sustentável, num modelo de desenvolvimento económico que explore, de forma responsável, as potencialidades dos mares e oceanos.