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Notícias
  Segunda, 4 Novembro 2019

O líder do Grupo Parlamentar do PSD, Jaime Filipe Ramos, manifestou, hoje, todo o empenho da bancada social-democrata em encarar “com otimismo e com total responsabilidade” esta Legislatura.

“Estamos totalmente conscientes da nossa missão, sabemos o que os madeirenses e porto-santenses esperam de nós, sabemos honrar o voto no PSD, mas também saberemos, em conjunto com o CDS, garantir a estabilidade política, económica e social para os próximos quatro anos”, disse, na sessão de abertura das I Jornadas Parlamentares, que decorrem na Ponta do Sol.

Jaime Filipe Ramos salientou que “este já não é o momento de especular ou dissertar sobre cenários políticos”, reafirmando que agora é “hora de trabalhar arduamente” e de “garantir essa estabilidade que a Madeira tanto necessita”.

“Voltamos a trabalhar como se aqui estivéssemos pela primeira vez, com a mesma motivação e responsabilidade porque não estamos acomodados, nem vamos nos isolar no Parlamento, bem pelo contrário, vamos continuar a fazer o trabalho junto da população, dentro e fora da Assembleia Legislativa”, adiantou, assegurando que o grande objetivo é “honrar a confiança da maioria dos madeirenses e porto-santenses”, tendo já sido provado por este grupo parlamentar que é capaz de “liderar o trabalho parlamentar, pela qualidade, pelas iniciativas”, sem que tenha que se refugiar e preocupar com “as estatísticas de alguns partidos”.

O líder parlamentar salientou que o PSD “tem, como sempre teve”, os melhores quadros políticos, as melhores ideias e o melhor projeto para a nossa Região, garantindo que os deputados social-democratas serão um “grupo coeso na defesa não só dos valores da Autonomia e da democracia, mas também na estabilidade e na maioria parlamentar e governativa”.

“Seremos capazes de produzir iniciativas legislativas próprias, em consonância com o nosso parceiro, o CDS, complementares ao Programa do Governo Regional e com a preocupação permanente de ouvir a sociedade.” Neste âmbito, Jaime Filipe Ramos anunciou a continuidade e reforço do projeto ’Espaço ao Cidadão’, com o objetivo de auscultar os madeirenses e porto-santenses, que podem, através dos deputados, expor as suas preocupações.

O grupo parlamentar vai também reforçar as iniciativas legislativas na Assembleia, ouvindo, para isso, a sociedade e indo ao encontro do Programa Eleitoral, e trabalhar em estreita colaboração com os deputados do PSD/M na Assembleia da República, lembrando que existem grandes matérias da Região Autónoma da Madeira que precisam ser tratadas, tanto no Parlamento Regional como no nacional.

“Nesta legislatura que vamos começar, não podemos assistir ao que assistimos na anterior, em que 21 diplomas ficaram engavetados demasiado tempo nos corredores da República. É impensável, nos dias que correm, na democracia que temos, naquilo que são mais de 40 anos de democracia, assistir a um bloqueio político e partidário em sede da Assembleia da República.”

Jaime Filipe Ramos recordou que existem dossiês que “não terminaram ainda por falta de vontade política”, salientando que é necessário insistir nas iniciativas produzidas na Assembleia Legislativa para serem remetidas à Assembleia da República.

Nesse sentido, o líder parlamentar deixou o apelo para que, estando ultrapassadas as eleições regionais e nacionais, fique claro que os madeirenses escolheram Miguel Albuquerque “como principal interlocutor das matérias da Região na República”, sublinhando que “quem tem legitimidade de negociar é o nosso Presidente, da mesma forma que os restantes portugueses escolheram António Costa como legítimo representante desse processo negocial”.

“É hora do diálogo franco e disponível de ambas as partes, mas um diálogo sem ruídos, sem interferências partidárias e sem interlocutores que preferem se substituir aos órgãos institucionais. É isso que tem de acabar, essa entropia política que existiu durante quatro anos.”

Isto, salientou, porque num diálogo que devia ser realizado entre dois governos existiram “protagonistas ilegítimos que tudo fizeram para atrapalhar esse processo negocial”, assegurando que, da parte do PSD, há total disponibilidade para o diálogo, não deixando de estar atento “à tal vontade política que não existiu durante quatro anos e que agora tem que existir”.