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Notícias
  Domingo, 6 Outubro 2019
"Vencemos as Eleições Nacionais na Madeira e concretizámos o '3-0'. Ganhámos as Eleições Europeias, as Eleições Regionais e, hoje, ganhámos as Eleições Nacionais, portanto os nossos objetivos foram bem concretizados e demos a melhor resposta ao Primeiro-Ministro, que anunciou que ia conseguir um "3 em 1" na Madeira, e o que teve foi um derrota monumental em três momentos decisivos. Quer queiram quer não, quer gostem quer não gostem, quem ganhou as Eleições foi o PSD". Afirmações de Miguel Albuquerque que, nesta noite eleitoral, destaca o resultado do seu Partido e uma vitória que representa um significado ainda mais especial, porque surge em contra-ciclo à tendência nacional.
 
Foi na sede da Rua dos Netos que o PSD/M festejou, nesta noite, aquela que foi a sua terceira vitória em 6 meses, depois de ter ganho as Europeias e as Regionais. Uma vitória que Miguel Albuquerque sublinhou como resposta à António Costa e à sua promessa de que o Partido Socialista "ia ter um 3 em 1 na Madeira para o PS, quando o que teve foi um 3 a 0, ou seja, uma derrota monumental em três momentos decisivos". Uma vitória que, conforme destacou, acaba por ser "especial", uma vez que que surge em contra-ciclo face à tendência nacional, vitória essa onde se realça, mais uma vez, "a circunstância do nosso Partido ter obtido exatamente a mesma percentagem que obteve nas Eleições nacionais em 2015, na ordem dos 37%".
Miguel Albuquerque que, na ocasião, agradeceu a todos os que, mais uma vez, confiaram no PSD e nos deputados Social-democratas que irão defender, inequivocamente e de forma determinada, a nossa Região na Assembleia da República, mas, também, a todos os quadros, militantes e simpatizantes do Partido que, "apesar das três eleições sucessivas, não baixaram os braços e continuaram no terreno, junto da população, a transmitir a nossa mensagem de defesa da Madeira, da nossa autonomia e de todos os Madeirenses e Porto-Santenses, em todas as circunstâncias na Assembleia da República".
Cumprimentando os seus adversários políticos, o Líder dos Social-democratas referiu-se, ainda, à tendência de bipolarização que ficou mais uma vez evidenciada na Madeira e frisou que, apesar de todas as dificuldades, e do seu Partido ter atuado em contraciclo nacional, a verdade é que o PSD/M ganhou em 38 das 54 freguesias da Região Autónoma da Madeira e em 6 concelhos, de forma contundente, além de ter iniciado a sua recuperação nalguns concelhos, como é o caso de Santa Cruz e de algumas freguesias como São Martinho, no Funchal. 
Confrontado pela comunicação social, Albuquerque deixou claro que o relacionamento com o Governo da República atenderá a duas premissas essenciais que não serão alteradas: "em primeiro lugar, nós nunca traímos nem nunca trairemos os interesses dos Madeirenses e Porto-Santenses em função de interesses partidários ou ganhos de curto prazo, portanto, em primeiro lugar e como sempre dissemos, estará a Autonomia da Madeira e a salvaguarda dos nossos interesses e, nessa lógica, não nos vergamos a ninguém e, em segundo lugar, nunca baixaremos a voz, mais alta ou mais baixa, quando estiverem em causa os interesses da nossa Região".
Garantindo que o Governo Regional sempre esteve e continua a estar disponível para dialogar com qualquer governo nacional, o Presidente do PSD/M assegurou, todavia, que não estará disponível para encetar ou dar continuidade "a um diálogo de surdos, onde aquelas que são as reivindicações que são legitimas do nosso Povo e dos nossos cidadãos têm sido sempre relegadas para plano secundário".
A nossa ideia, continuou, "não é, aqui, uma soma nula. Nós temos direitos elementares, os Madeirenses têm direitos que são constitucionalmente consagrados e a nossa função é, em primeiro lugar, concretizar esses direitos de cidadania fundamentais, como é o caso do princípio da mobilidade e da coesão territorial, entre outros".
Referindo-se, ainda, à tendência de bipolarização, Albuquerque aludiu à votação do Bloco de Esquerda - que face aos resultados de 2015 praticamente desapareceu. "Todos os partidos de extrema esquerda ou que se puseram à sombra ou por baixo da asa do PS desapareceram. Como nós nunca estivemos nessas áreas, não temos esse problema e continuamos com a mesma percentagem de votação de 37%, alcançada em 2015, ainda mais importante porque conseguida num processo de contra-ciclo nacional", rematou.