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Notícias
  Segunda, 9 Setembro 2019

A Candidatura do PSD às Eleições Regionais de 22 de setembro considera “infeliz” a atitude do Primeiro-ministro relativamente à mobilidade dos cidadãos da Madeira, revelada através de uma entrevista, após a recente visita que fez à nossa Região.

“Considerou que a mobilidade, que é um direito inalienável de todos os cidadãos insulares, é um aspeto ruinoso e absurdo e isto, de facto, simboliza a forma como o Governo da República e como António Costa e o PS encaram as Autonomias”, disse Carlos Rodrigues, numa iniciativa realizada hoje, junto ao Palácio de São Lourenço.

O candidato do PSD salientou que, nessa entrevista, António Costa teve oportunidade de fazer várias confissões. Em primeiro lugar, “confessou que o PS e o Governo nunca pretenderam realmente proceder à revisão do subsídio social de mobilidade”.

Confessou também que a forma como está a ser utilizado o subsídio social de mobilidade se traduz num “financiamento encapotado da própria companhia aérea nacional, pertença da Estado português”.

Confessou ainda, “que, durante estes 4 anos, aquilo que pretendeu foi passar as responsabilidades do Estado para o Governo Regional”, tentando que fosse este “a assumir, por sua própria conta e risco, a mobilidade dos cidadãos portugueses das ilhas”.

Estas declarações do Primeiro-ministro vêm revelar, segundo Carlos Rodrigues, que, “para o PS e para António Costa, as Autonomias são um fardo indesejável e são uma maçada que deve ser posta em ordem”.

“E, portanto, viemos aqui denunciar que a atitude que tem caracterizado, ao longo destes 40 anos, o PS não é uma vontade realmente de encarar a Autonomia como um direito e como algo de progressista e que possa desenvolver as regiões autónomas e tudo tem feito, embora de forma enviesada, para boicotar o verdadeiro desenvolvimento das regiões autónomas”, disse.

O candidato lembrou que o subsídio de mobilidade “constitui um instrumento fundamental” para garantir o direito de todos os cidadãos insulares de se poderem deslocar dentro do território nacional, “em condições e a preços razoáveis”.

Carlos Rodrigues recordou também que o modelo aprovado previa a sua revisão ao fim de seis meses, mas “ao fim de 4 anos nada aconteceu, com graves consequências para os orçamentos familiares da Região”.