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Notícias
  Terça, 3 Setembro 2019

O povo Madeirense não se verga, não se vende e não cede a chantagens, garantiu Miguel Albuquerque, em mais um comício onde pediu a maioria para continuar a governar, com estabilidade e em nome da defesa da Autonomia, numa terra “em que Lisboa não manda”

“Eu, enquanto Presidente do Governo Regional, estou aqui ao serviço dos Madeirenses e Porto-Santenses e não ao serviço do Primeiro-Ministro, porque o que ele não terá, nesta terra, são empregados ao serviço do centralismo de Lisboa”. A afirmação é de Miguel Albuquerque que, esta noite, subiu ao palco, mais uma vez e, neste caso, na Ribeira Brava, para apelar ao voto naquele que “o único partido, a única força que pode preservar a autonomia e o desenvolvimento futuro.”

Referindo-se à recente visita do Primeiro-Ministro e Secretário-geral do PS à Madeira, o Líder dos Social-democratas reiterou ser “preciso muita lata para apelar ao voto no partido e na pessoa que mais prejudicou a Madeira, nos últimos quatros anos”.

Um Primeiro-Ministro “que não cumpriu, que não resolveu o que tinha para resolver, que mentiu e que não paga o que deve” e que ainda tem a ousadia de afirmar que “a mobilidade dos Madeirenses dentro do território nacional é um modelo ruinoso para a República”. Se considera que o modelo da mobilidade – que nunca soube resolver –, é ruinoso, então o que dizer do Metro de Lisboa e da CP, que custam à República 3 mil milhões e 2 mil milhões respetivamente, questionou, exigindo uma resposta de António Costa.

“Ao fim de 43 anos continuamos no bom caminho. Sabemos quem somos, o que queremos e para onde vamos e aqui, nesta terra, António Costa não manda nem vai mandar e ele vai perceber isso quando, a 22 de setembro, for derrotado, pela segunda vez”, disse.

Os Autonomistas, os Social-democratas que construíram o desenvolvimento e que sabem que a Autonomia e a liberdade do nosso povo não se defende à moda socialista, mas, sim, com coragem, com capacidade de luta e com a cara levantada em prol do nosso povo”, sabem que entregar o poder à Lisboa “seria a nossa desgraça”.

“Seria regressar ao passado e destruir tudo aquilo que foi conquistado”, insistiu o Presidente do PSD/M, garantindo que, apesar de todas as dificuldades colocadas por este governo de esquerdas à Madeira, durante os últimos quatro anos, conseguiu governar em conformidade com aquilo que eram os objetivos e as promessas assumidas com a população.

E foi graças a esse pacto de confiança que a Madeira tem hoje crescimento económico, há 72 meses consecutivos, que se reduziu a taxa de desemprego para metade em quatro anos, que estamos a exportar mais do que a importar, que reduzimos a carga fiscal e que temos os impostos mais baixos para as famílias, assim como para as empresas, e reforçámos o apoio à educação, à cultura e à saúde, salientou.

Albuquerque que, a propósito da saúde, lançou o desafio para que os socialistas “comparassem o serviço regional de saúde com o caos que se passa a nível nacional”.


“O PSD é o partido do trabalho e dos trabalhadores”

Lembrando que o seu Executivo devolveu os rendimentos às famílias, reduziu os passes sociais, reduziu em 40% o preço da creches e vai reduzir no pré-escolar, quando ganhar as Eleições, assim como reforçou o apoio aos idosos e aos cidadãos mais carenciados, Albuquerque recordou, também, “que não foi o PS que esteve ao lado dos trabalhadores”, indo mais longe ao afirmar que foi precisamente o Governo da Republica que mais insultou os professores e enfermeiros e que, inclusive, na onda de hipocrisia que tao bem os caracterizam, estão a tentar mandar, agora, nas organizações sindicais.

“Aqui, na Madeira, reconhecemos o mérito dos nossos trabalhadores. Reconhecemos o tempo de serviço dos professores, ao contrário da República. Valorizamos os enfermeiros nas suas carreiras, ao contrário do que aconteceu a nível nacional, assim como o fizemos com os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica”, disse, sublinhando que é, precisamente, essa a diferença entre o PSD e a Esquerda que manda no país.

“Somos a favor do diálogo e pela concertação social e é assim que garantimos a paz social, a estabilidade e o crescimento económico”, acrescentou, frisando que o povo Madeirense não vai em conversas nem na mentira habitual de António Costa, numa alusão às taxas de juro e ao ferry. “Não vai pagar nada e vai continuar a mentir aos madeirenses”, assegurou.

“Ribeira brava que é e será sempre uma terra social-democrata”

Elogiando a candidata e lembrando os investimentos realizados no concelho, entre os quais o da Escola Secundária, Albuquerque adiantou, ainda, que a estrada da Apresentação será aberta no fim-de-semana.

“O meu governo não distingue concelhos”, vincou, reforçando que “só um governo nosso, com uma maioria alargada no parlamento, pode continuar a desenvolver a nossa terra, com estabilidade e segurança, nos seus onze concelhos”.

“Há 43 anos conquistamos a nossa liberdade e o que está em jogo a 22 de setembro é continuarmos a honrar os nossos antepassados que tanto lutaram por nós e as novas gerações que têm o direito de usufruir destas conquistas. “Honrar as famílias, os cidadãos que construíram uma Madeira completamente diferente, onde todos têm acesso a educação, à saúde, à cultura”, disse ainda, concluindo que “a única força que pode preservar a autonomia e o desenvolvimento para o futuro é o PPD/PSD Madeira”.