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Notícias
  Sexta, 28 Junho 2019

As contas consolidadas da Câmara Municipal do Funchal (CMF) relativas ao ano passado foram chumbadas esta sexta-feira pela Assembleia Municipal do Funchal, com os votos contra de PSD, CDS, CDU, JPP, PTP e deputado  independente. A coligação Confiança, isolada, foi a única a votar a favor.

A responsabilidade, atribuiu o deputado municipal social-democrata João Paulo Marques, na declaração de voto, é toda do presidente da autarquia. “É o único responsável”, disse, apontando os resultados apresentados pela Frente Mar, o bloqueio liderado pelo Presidente da Câmara a que seja feita uma auditoria às contas desta empresa municipal e os salários em atraso, como razões para o chumbo às contas de 2018 da CMF.

“Lamento de facto que a estreia deste Presidente da Câmara em Assembleia Municipal tenha sido com uma reprovação das contas consolidadas apresentadas pela Câmara Municipal do Funchal”, disse o deputado social-democrata, repetindo: “O único responsável por o chumbo desta Assembleia, é o Senhor Presidente, por ter bloqueado a auditoria e por se ter recusado a responder aso deputados.” Pelos vistos, ironizou, o ‘mago das finanças’, perdeu os seus truques.

Antes da votação, a bancada do PSD tinha já desafiado o executivo municipal a viabilizar uma auditoria do Tribunal de Contas à Frente Mar, de acordo com o que já foi aprovado na Assembleia Municipal. “Se não tem nada a esconder, dê ordem para avançar a auditoria à Frente Mar e abra as portas da empresa ao Tribunal de Contas para que não restem dúvidas sobre o que lá se passa”,  desafiou João Paulo Marques, numa intervenção 
bastante crítica para quem governa a autarquia.

“A principal conclusão a que chegamos é que dois anos depois, a Confiança está esgotada. Os partidos que apoiaram a coligação já desistiram. O projecto em que as pessoas votaram já não existe. Nem sequer o Presidente da Câmara é o Presidente que os funchalenses escolheram”, resumiu o deputado do PSD, frisando que a mudança na presidência não é um pormenor ou um detalhe. “Por muito que lhe custe, o Senhor não é, não foi, o Presidente eleito pelos funchalenses.”

Mas, continuou, acabou-se a coligação, esgotou-se a confiança, mudou o presidente da câmara, mas quem manda realmente na câmara continua cá dentro. “Foi-se o presidente, mas ficaram os que controlam a Câmara dos bastidores”, afirmou, apontando para o “aparelho socialista”. Assim se explica, acrescentou João Paulo Marques, a insistência em bloquear a entrada do Tribunal de Contas na Frente Mar.

“Esforçam-se tanto por esconder o que se passa na Frente Mar, que eu nem imagino a ‘casa de horrores’ que estará ali.”