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  Quinta, 13 Junho 2019

O PSD tem dúvidas quanto à legalidade da aquisição das 80 mil entradas nos complexos balneares da empresa municipal Frente Mar por parte da Autarquia do Funchal (CMF), á revelia da vereação deste Município.

“É uma aquisição por ajuste direto, no valor de cerca de 300 mil euros nos complexos balneares, sobre a qual temos dúvidas quanto à sua legalidade”, disse esta quinta-feira Jorge Vale Fernandes após a Reunião de Câmara.

O vereador social-democrata mostrou-se preocupado com a forma como a Autarquia gere os dinheiros públicos e supervisiona a gestão da empresa municipal Frente Mar Funchal. “Há aqui uma grande falta de senso”, afirmou exemplificando com as piscinas do Lido

“Por um lado, a Frente Mar não pôde operar nem receber receitas durante quase um mês, em plena época balnear, devido a atrasos na realização das obras de recuperação e de manutenção no complexo balnear Lido.” Algo que considera “grave” tendo em conta a situação financeira crítica daquela empresa municipal.

Vale Fernandes considera que o “timing para as obras do Lido foi manifestamente inoportuno”, entendendo que deveria ter havido um melhor planeamento para as “fundamentais obras de recuperação” daquele complexo balnear.

Finalmente alerta que a falta de um critério transparente e rigoroso para a atribuição das entradas adquiridas pela CMF nos vários complexos balneares da Frente Mar podem levantar suspeitas. “Uma aquisição desta magnitude [80 mil entradas, no valor de 300 mil euros] tem de ter um critério muito claro e objetivo de utilização para haver transparência no processo e não haver situações de injustiça e discriminação.