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Notícias
  Domingo, 19 Maio 2019
Numa visita aos Engenhos do Norte, na freguesia do Porto da Cruz, a candidata social-democrata Cláudia Monteiro de Aguiar comprometeu-se a lutar, no Parlamento Europeu, por mais apoios à produção regional e, concretamente, por mais apoios para a produção e envelhecimento do rum, assim como defendeu a maior valorização externa deste produto no mercado e a necessidade de que, no respeitante aos impostos, haja uma diferenciação em benefício dos produtos com origem nas Regiões Ultraperiféricas. 
 
Um "produto que é nosso, que é de qualidade e que, na lógica do reforço que defendemos aos apoios à internacionalização, deve merecer especial atenção", sublinhou na ocasião, acrescentando que, tal como nos últimos 5 anos, "o PSD continuará a trabalhar em nome das melhores soluções para esta Região".
 
Candidata que se mostrou altamente critica relativamente à falta de resposta do Secretário-geral e do cabeça-de-lista socialistas que, hoje e na Madeira, "voltaram a ignorar as reais preocupações dos madeirenses", numa visita que, segundo afirmou, "não foi mais do que um passeio de duas horas à Região". 
 
Uma visita que, tendo por base um discurso vazio e sem qualquer resposta, foi, também, a "confirmação de que o PS não tem qualquer solução para a Região". Aliás, frisou, "se os madeirenses e porto-santenses não são menos que qualquer outro cidadão português, como afirmou António Costa, então porque é que não se apresentam as soluções há muito reivindicadas pelo PSD?", questionou.  
 
"Seria bom que a obsessão que António Costa tem pela Madeira não fosse uma obsessão político-partidária mas, sim, uma obsessão pelo que é melhor para cada madeirense, dentro da responsabilidade que o Governo da República deveria saber assumir para com as suas regiões", frisou Cláudia Monteiro de Aguiar, sublinhando que "é lamentável que esta postura se mantenha e que o Partido Socialista não perceba que é devido à sua desastrosa gestão, na geringonça nacional, que a discriminação é aqui sentida, quer do ponto de vista dos transportes, da mobilidade e do desrespeito pelo princípio da continuidade territorial, quer do ponto de vista dos juros, dos projetos e planos de que somos excluídos, entre muitas outras situações".
 
Lamentando que o Secretário-geral do PS tenha preferido ignorar as questões que diariamente preocupam a Madeira e o Porto Santo, a candidata social-democrata foi mais longe ao afirmar que é, no mínimo, estranho, que se peça a confiança num projeto que não tem qualquer medida ou solução concreta, que aponta para o vazio e que, acima de tudo, é encabeçado por aqueles que, até agora, só prejudicaram a Região. "Isso é confiar num cheque em branco", rematou.