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Notícias
  Sexta, 10 Maio 2019

Junto às obras da Escola do Porto Santo – obra orçada em cerca de 5 milhões de euros, 85% dos quais financiados através de fundos comunitários – a candidata social-democrata Cláudia Monteiro de Aguiar fez questão de sublinhar a importância da Europa neste tipo de investimentos que, beneficiando toda a população – e, neste caso, a comunidade escolar – acabam por contribuir para a melhor qualidade de vida, numa ilha que carece de uma atenção redobrada, dada a sua dupla insularidade e ultraperiferia.

Atenção que a candidata fez questão de reclamar por parte de um Governo da República que, concretamente e no respeitante aos transportes – uma das áreas mais referenciadas nos contactos que manteve, hoje, junto da população – continua a boicotar e a adiar soluções que fariam toda a diferença, como é o caso da revisão do subsídio de mobilidade.

«Os cidadãos madeirenses e os cidadãos porto-santenses, que também são cidadãos europeus, não podem ser tratados como cidadãos de segunda», frisou Cláudia Monteiro de Aguiar, fazendo alusão aos preços que são praticados na ligação aérea entre a Madeira e o Porto Santo, preços esses que resultam de uma negociação levada a cabo pelo atual candidato socialista às Eleições Europeias e então Ministro da tutela, Pedro Marques.

A par dos preços e embora admitindo que a operação aérea entre a Madeira e o Porto Santo tenha melhorado na sua capacidade, «a verdade é que os horários praticados continuam a não satisfazer as necessidades dos porto-santenses», vincou a candidata, reclamando, também a este nível, a intervenção da República.

Ainda referindo-se aos preços praticados mas, neste caso, pela TAP para o Porto Santo, a candidata social-democrata voltou a tecer duras críticas à TAP, maioritariamente detida pelo Estado Português, companhia que ainda recentemente afirmou querer assumir-se enquanto low cost para ligações de longo curso, «quando o que o PSD defende é que esta seja uma companhia low cost e a preços mais acessíveis dentro do espaço português».

«Neste caso, o Governo da República e o Partido Socialista estão a falhar redondamente e o candidato Pedro Marques tem de se pronunciar, tem de dizer como é que vai  resolver, de uma vez por todas, esta questão da mobilidade que desrespeita, há anos, o principio da continuidade territorial», sublinhou, acrescentando que, a par dos preços, estas preocupações já foram, inclusive, apresentadas, pelo PSD, à Comissão Europeia, aguardando-se a resposta.

Confrontada, mais uma vez, com a queixa que será apresentada pelo PS à CNE, a propósito da sua participação, ontem, numa iniciativa no Funchal, Cláudia Monteiro de Aguiar voltou a achar «lamentável que, num dia em que se celebrava a Europa e o diálogo aberto com os cidadãos, uma deputada ainda no exercício do seu mandato seja impedida de responder a uma plateia de jovens, sobre o que faz um eurodeputado», rematando que não foi violada qualquer tipo de regra.